Inovação no Tratamento da Tuberculose com Nanopartículas; Veja!
Descubra como as nanopartículas com ação antibacteriana prometem trazer inovação no tratamento da tuberculose!
Pequenas partículas carregadas com agentes antimicrobianos, incluindo antibióticos, atacam de forma múltipla os locais infectados pelo bacilo causador da tuberculose. Essa tecnologia acessível, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi detalhada na revista científica Carbohydrate Polymers.
À primeira vista, então, testes preliminares realizados em laboratório sugerem que essa abordagem poderia contornar a resistência bacteriana, um desafio significativo no tratamento da tuberculose.
Com o aumento dos casos no Brasil e o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos convencionais, sobretudo, a comunidade científica está explorando novas estratégias, bem como a nanotecnologia, para enfrentar essa doença transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis.
Cenário de Inovação no Tratamento da Tuberculose
O estudo, em suma, explorou o potencial antituberculose de nanopartículas feitas de N-acetilcisteína-quitosana, uma combinação entre um fármaco e um composto natural derivado de exoesqueletos de camarões. Elas foram funcionalizadas com peptídeos antimicrobianos, provenientes da secreção da pele de uma espécie de sapo encontrada no Cerrado brasileiro, e carregadas com a tradicional droga rifampicina.
Como resultado, foi revelado uma forte atividade inibitória contra o Mycobacterium tuberculosis, além de sugerir a reversão da resistência ao medicamento, sem causar danos às células. Essa avaliação foi realizada in vitro, utilizando fibroblastos e macrófagos.
“Esses peptídeos interagem com diversos receptores em diferentes localizações da bactéria, tanto na membrana quanto no periplasma [matriz localizada entre a membrana citoplasmática interior e a membrana bacterial exterior na bactéria], e mostraram capacidade de revitalizar a rifampicina, que passou a ter ainda mais atividade dentro dos macrófagos”, diz Cesar Augusto Roque Borda, coorientador do estudo.
Próximos Passos da Pesquisa
A princípio, o tratamento padrão da tuberculose envolve a administração simultânea de vários tipos de antibióticos e pode durar até seis meses. Nesse sentido, a proposta dos pesquisadores é que o sistema desenvolvido possa reduzir esse período.
Portanto, o próximo passo será validar in vivo os resultados obtidos em células e explorar o potencial das nanopartículas em outras doenças crônicas que também demandam tratamentos prolongados.
“Para o futuro, a expectativa é avançar os estudos para que se possa utilizar esse tipo de sistema nanotecnológico também com outros fármacos, inclusive os de liberação lenta. Desse modo, o paciente não precisaria ingerir a medicação diariamente”, ressalta Fernando Rogério Pavan, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp e coordenador do estudo.
Referência: CNN Brasil.
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