Nova Técnica para Tratar Câncer de Mama tem 100% de Eficácia
Estudo brasileiro inova em técnica para tratar câncer de mama e se caracteriza por ser minimamente invasivo. Conheça!
Uma técnica inovadora para o tratamento do câncer de mama demonstrou 100% de eficácia em um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Conhecido como crioablação, o procedimento, acima de tudo, é minimamente invasivo e utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir células cancerígenas ou tecidos-alvos.
No estudo inicial, a crioablação foi aplicada após a cirurgia. A pesquisa, assim, envolveu 60 pacientes e obteve resultados 100% eficazes para tumores menores que 2 centímetros. Atualmente, os pesquisadores estão comparando os resultados entre um grupo que passou pelo procedimento sem cirurgia e outro que fez a operação tradicional.
Técnica para Tratar Câncer de Mama Realizada em Hospital

Em janeiro de 2025, professores da EPM/Unifesp realizaram, pela primeira vez em um hospital público brasileiro, a crioablação para o tratamento do câncer de mama. O procedimento foi então realizado na Unidade Diagnóstica do ambulatório de Mastologia do Hospital São Paulo (HSP/HU Unifesp) e marcou o primeiro protocolo de pesquisa na América Latina a utilizar essa técnica no tratamento da doença.
Em síntese, durante o procedimento, três ciclos de 10 minutos foram feitos, alternando congelamento e descongelamento do tumor mamário. De antemão, a crioablação pode ser realizada em ambulatório, sem necessidade de internação hospitalar, com uso de anestesia local.
De acordo com os professores responsáveis, é sobretudo uma técnica indolor, com alta precisão e relativamente rápida. No Brasil, a técnica já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém, ainda não faz parte do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para o tratamento do câncer de mama.
“Inserimos, por meio de uma agulha, o nitrogênio líquido a uma temperatura de cerca de -140ºC na região afetada, o que forma uma esfera de gelo, destruindo o tumor. A incisão deixada pela agulha é igual ou até menor à própria biópsia realizada pela paciente.”
– Afonso Nazário, professor da EPM/Unifesp
Utilização Ativa do Tratamento
Nesse sentido, o procedimento realizado no HSP/HU Unifesp tem caráter experimental e dá continuidade à pesquisa de pós-doutorado da professora Sanvido.
“As agulhas utilizadas no procedimento têm um valor alto. Nós estamos otimistas de que vai dar certo e de que poderemos, futuramente, contar com o procedimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a expansão do uso da crioablação, acreditamos que o custo da agulha vai cair e se tornar mais acessível. Nosso objetivo é tirar da fila do SUS de 20 a 30% das pacientes”, afirma Nazário.
A assistente de atendimento Cristina Spolador, 37, foi uma das participantes do estudo. “Saí do trabalho, fiz o procedimento e, no mesmo dia, já estava em casa. Não senti dor, apenas uma leve sensação de rigidez na região tratada“, relata
Referência: CNN Brasil.
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