Estudo: Altos Casos de Câncer de Pulmão em Não Fumantes
Uma pesquisa recente aponta um dos grandes fatores para os casos de câncer de pulmão em não fumantes estarem em avanço
O tabagismo sempre figurou como a principal causa de câncer de pulmão, porém, um novo estudo sugere que outros fatores estão ganhando destaque. De acordo com um artigo científico divulgado no dia 3 de fevereiro de 2025, a incidência da doença entre não fumantes tem aumentado globalmente, e a poluição do ar pode ter um papel significativo nesse cenário.
A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês) realizou a pesquisa e publicou os resultados no renomado periódico The Lancet Respiratory Medicine. O estudo destaca a necessidade de ampliar o olhar sobre os fatores de risco além do cigarro.
Alta Incidência de Casos de Câncer de Pulmão em Não Fumantes
O estudo, por outro lado, não especifica a porcentagem exata de pessoas com câncer de pulmão que nunca fumaram. Mas ainda assim indica que esse grupo está em crescimento e já representa a quinta maior causa de morte por câncer no mundo.
No Brasil, essa tendência também se confirma. “Atualmente, sabemos que os pacientes não fumantes correspondem de 10 a 15% dos casos de câncer de pulmão, mas dados recentes indicam que a incidência dessa doença em não fumantes pode aumentar”, evidencia o oncologista Luiz Henrique Araújo.
O Que Explica esse Cenário?
Em síntese, o câncer de pulmão continua sendo o tipo mais prevalente no mundo, com mais de 2,5 milhões de diagnósticos. Embora o tabagismo ainda seja a principal causa, a queda no número de fumantes em muitos países tem ampliado a relevância de outros fatores.
Para os pesquisadores, a poluição do ar se destaca entre esses fatores. O estudo estima que, em 2022, essa exposição causou pelo menos 194 mil casos de adenocarcinoma, sendo cerca de 70% deles na China, por exemplo, onde a alta densidade populacional agrava a exposição aos poluentes.
No entanto, tabagismo e poluição atmosférica não são os únicos agentes envolvidos no desenvolvimento da doença.
“Fumo passivo, exposição a substâncias tóxicas no ambiente de trabalho, histórico de infecções pulmonares crônicas e fatores genéticos e hereditários também são fatores importantes.”
– Luiz Henrique Araújo, oncologista dos hospitais São Lucas Copacabana e Complexo Hospitalar de Niterói
Mudanças Perceptíveis ao Longo dos Anos
Os dados epidemiológicos, sobretudo, refletem essa mudança ao longo do tempo. O estudo destaca que, enquanto as taxas de câncer de pulmão em homens diminuíram na maioria dos países desde o final dos anos 1970, os casos entre as mulheres aumentaram.
Essa tendência não ocorreu por acaso. A redução geral no consumo de tabaco resultou de mudanças culturais, bem como levou a um aumento do tabagismo entre as mulheres. Além disso, fatores não relacionados ao fumo passaram a ter um impacto mais significativo, afetando ambos os gêneros de forma semelhante.
Outro dado relevante do estudo é que, enquanto o tabagismo está mais associado ao carcinoma de células pequenas, em não fumantes, os adenocarcinomas representam cerca de 70% dos casos.
Crescimento do Adenocarcinoma
O adenocarcinoma de pulmão, embora sempre tenha sido comum, tem se tornado cada vez mais relevante. Em 2020, ele representava 39% dos casos em homens e 57,1% dos diagnósticos em mulheres. Já em 2022, último ano analisado, esses números subiram para 45,6% e 59,7%, respectivamente.
Os pesquisadores identificaram um cenário de mudança, mas ainda sem respostas definitivas. Eles alertam para a necessidade de mais estudos que investiguem os reais fatores causais por trás desse crescimento, permitindo, assim, estratégias mais eficazes de prevenção e intervenção.
Referência: Veja Abril.
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