Câncer Ligado ao Silicone: Brasil Registra Caso Raro
Através de estudos, um novo câncer ligado ao silicone nas mamas elucida características do tumor e formas de tratar a doença
O Brasil registrou, em agosto de 2025, um marco importante na área da saúde. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) divulgou os resultados de um estudo que confirmou o primeiro caso no país de um câncer raro relacionado ao uso de próteses de silicone nas mamas.
O caso, sobretudo, teve sua documentação em um artigo publicado no periódico científico Annals of Surgical Oncology (ASO), reconhecido internacionalmente pelas sociedades americanas de Cirurgia Oncológica e de Cirurgiões de Mama.
Análise de Paciente com Câncer Ligado ao Silicone
À primeira vista, o estudo teve como base a análise de uma paciente de 38 anos que havia colocado a prótese aos 20 e, recentemente, apresentou um crescimento incomum em uma das mamas, acompanhado de dor intensa e persistente.
A equipe médica, então, optou pela troca da prótese e pela retirada completa do tecido que a envolvia — conhecido como cápsula, formada naturalmente no processo de cicatrização. Em suma, esse procedimento se fez necessário porque havia acúmulo de líquido ao redor do implante, chamado seroma, que é um sinal de alerta em situações como essa.
Durante a análise, portanto, os especialistas identificaram alterações incomuns e decidiram realizar uma biópsia. O exame confirmou a presença de células cancerígenas, caracterizando um quadro de carcinoma espinocelular associado ao implante mamário de silicone (BIA-SCC, na sigla em inglês). Trata-se de uma condição extremamente rara, descrita primeiramente em 1992 e já registrada em apenas cerca de 20 mulheres em todo o mundo.
Fatores que Podem Favorecer o Surgimento
Pesquisas apontam que certas condições podem aumentar o risco de desenvolvimento dessa lesão rara. Entre elas, destacam-se a inflamação da cápsula que envolve a prótese de silicone e processos crônicos de irritação, que podem causar alterações celulares predisponentes a tumores. Além disso, especialistas indicam que o acúmulo de líquido ao redor do implante e o uso prolongado da prótese por mais de dez anos podem igualmente contribuir para esses casos.
Infelizmente, o primeiro caso registrado no Brasil teve um desfecho desfavorável. Segundo Oliveira Junior, coordenador do Departamento de Mastologia e Reconstrução Mamária do Hospital de Amor, em Barretos, “devido à lesão avançada, houve recidiva precoce e agressiva”. A paciente sobreviveu apenas dez meses após o diagnóstico, evidenciando a gravidade e a necessidade de atenção médica especializada.
Segurança dos Silicones é Notória
Estudos indicam que próteses de silicone podem, por vezes, estar associadas a condições que aumentam o risco de tumores, como o linfoma anaplásico de grandes células ligado a implantes mamários (BIA-ALCL) e a síndrome autoinflamatória induzida por adjuvantes (ASIA). Apesar disso, não há motivo para pânico.
Segundo Oliveira Junior, os implantes de mama continuam sendo seguros e eficazes, tanto para fins estéticos quanto para reconstrução mamária. A retirada das próteses não é necessária de forma preventiva, devendo ocorrer apenas se houver alterações detectadas, sempre avaliadas por profissionais especializados.
Referência: Portal Veja.
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