É Possível Detectar Alzheimer Antes dos Sintomas? Descubra!
Detectar alzheimer antes dos sintomas é um dos grandes objetivos da medicina moderna diante de uma condição que segue como a principal causa de demência no mundo. O desafio histórico, assim, sempre esteve no diagnóstico tardio, quando as alterações cognitivas já impactam a autonomia e a qualidade de vida.
Sobretudo, com o uso do PET cerebral associado a radiofármacos específicos, é possível mapear alterações metabólicas e o acúmulo de proteínas relacionadas ao Alzheimer muitos anos antes do surgimento dos primeiros sinais clínicos.
Como Detectar Alzheimer Antes dos Sintomas?
O PET cerebral funciona com a aplicação de pequenas doses de substâncias radioativas, chamadas radiofármacos, que se ligam a estruturas específicas do cérebro. Eventualmente, o exame permite identificar alterações funcionais e metabólicas relevantes.
Entre as principais modalidades, então, destaca-se o PET-FDG (fluordesoxiglicose-F18), que analisa o consumo de glicose pelo tecido cerebral e ajuda a identificar áreas com redução da atividade, um achado comum em quadros demenciais.
Por sua vez, o PET-FBB (florbetabeno-F18) é direcionado à detecção do acúmulo da proteína beta-amiloide, um dos principais marcadores biológicos do Alzheimer. Além disso, ambos contribuem para diferenciar o Alzheimer de outras formas de demência.
Identificação de Alterações Cognitivas
O exame, em síntese, é indicado principalmente para pessoas com histórico familiar de demência ou que apresentam sinais sutis de comprometimento cognitivo, ainda em fases muito precoces.
Quando o problema é reconhecido com antecedência, contudo, torna-se possível iniciar não apenas o tratamento médico, bem como medidas complementares. Isso inclui estímulos cognitivos, acompanhamento multiprofissional e ajustes no estilo de vida, por exemplo.
Essas medidas contribuem para preservar a autonomia, prolongar a qualidade de vida e oferecer mais segurança ao paciente e à família. Estimativas apontam que cerca de 8,5% da população brasileira acima dos 60 anos convive com algum tipo de demência, o que representa aproximadamente 1,8 milhão de pessoas.
Avanço contra o Alzheimer
Detectar a doença antes que ocorram danos cerebrais irreversíveis muda de forma significativa a condução do Alzheimer. Nesse sentido, a condição deixa de evoluir de maneira silenciosa e passa a ser acompanhada de forma mais ativa, com maiores possibilidades de controle e planejamento do cuidado.
A medicina nuclear, portanto, surge como um importante avanço nesse contexto. Mais do que tecnologia, ela representa esperança, oferecendo inovações que ajudam a proteger memórias, vínculos e histórias de vida.
Referência: Veja Saúde.
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