Exame para Doença Rara nos Pés de Bebês Torna-se Obrigatório
Passa a ser obrigatório a realização de exame para doença rara nos pés de bebês, que avalia músculos, tendões, ligamentos e outros tecidos
A partir de agora, o exame clínico para detectar malformações nos dedos grandes dos pés, características da fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP) em recém-nascidos, se torna obrigatório durante a triagem neonatal nas redes pública e privada de saúde com cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em suma, a medida foi estabelecida pela Lei nº 15.094, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de janeiro de 2025, em Brasília. O texto havia sido previamente aprovado pelo Senado Federal no final de 2024.
A ossificação progressiva geralmente se torna perceptível na primeira infância (entre 0 e 5 anos), impactando a mobilidade do pescoço, ombros e membros. Assim, os pacientes podem enfrentar dificuldades para respirar, abrir a boca e até mesmo para se alimentar, devido às restrições nos movimentos causadas pela condição.
Saiba Mais sobre o Exame para Doença Rara nos Pés de Bebês
A Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP), igualmente chamada de Miosite Ossificante Progressiva, é uma doença rara, de origem genética e incurável, com uma incidência de uma em cada dois milhões de pessoas. A condição provoca o crescimento anormal de ossos em músculos, tendões, ligamentos e outros tecidos, levando à progressiva restrição dos movimentos e, por vezes, à imobilidade permanente.
Recém-nascidos com FOP apresentam um sinal característico: o dedo maior do pé (hálux) malformado bilateralmente, e em cerca de 50% dos casos, também há malformação dos polegares. Em síntese, esse sinal é crucial para a detecção precoce da doença.
Outros sinais congênitos incluem deformações na parte superior da coluna vertebral (vértebras cervicais) e um colo do fêmur anormalmente curto e espesso. Embora a FOP não tenha cura, o SUS oferece cuidados multiprofissionais, medicamentos e tratamentos gratuitos, visando minimizar os sintomas e as inflamações associadas à condição.
Como e Onde o Tratamento é Realizado?
Por ser uma doença rara, a assistência especializada para crianças e adolescentes diagnosticados com FOP ocorre, na maioria das vezes, em hospitais-escola ou universitários. O tratamento é adaptado de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo incluir terapias reabilitadoras ou outros cuidados específicos, com suporte dos Centros Especializados em Reabilitação, que estão disponíveis em todos os estados.
Eventualmente, o tratamento para FOP é centrado no uso de corticoides e anti-inflamatórios durante a fase aguda da doença, com o objetivo de controlar e limitar o processo inflamatório. Sobretudo, essas abordagens terapêuticas visam reduzir a progressão da ossificação nos tecidos e proporcionar alívio para os pacientes.
Referência: CNN Brasil.
Participe do Canal do WhatsApp da SPX!
Gostou? Clique aqui e acompanhe outros conteúdos da SPX Clínica. Dicas de saúde, novidades e muito mais. Fique por dentro do mundo da saúde!
Últimas Notícias

Descubra a Forma Correta de Passar Protetor Solar
Você sabia que existe uma forma correta de passar protetor solar na sua pele? Confira e saiba como proteger sua pele da melhor maneira!

Quais São os Tipos de Ultrassom Obstétrico?
Entenda as diferenças entre os tipos de ultrassom obstétrico, com doppler e morfológico e saiba quando cada um é indicado na gestação!

OMS: Combate à Meningite Diminui e Meta de 2030 Corre Risco
De acordo com levantamento recente, práticas de combate à meningite diminui e coloca em cheque as metas da agência de saúde. Veja!

O Que é Neoplasia Cervical? Saiba Tudo Sobre a Doença!
Entenda o que é neoplasia cervical, seus sintomas, causas e quando buscar avaliação médica. Doença afastou o narrador Luís Roberto da Copa

Quando Fazer o Exame de MAPA e Para Que Serve?
Descubra quando fazer o exame de MAPA e identifique alterações na pressão arterial com mais precisão para cuidar melhor do seu coração

Saiba Como Prevenir a Trombose
Descubra como prevenir a trombose com orientações práticas, sinais de alerta e entenda a importância do diagnóstico precoce!


