Imunidade Duradoura das Vacinas: Cientistas Fazem Descoberta!
Segundo pesquisadores, plaquetas e hormônios do corpo são fundamentais para descobrir se houve imunidade duradoura das vacinas. Veja!
À primeira vista, um estudo internacional com participação brasileira revela que as plaquetas, fragmentos celulares essenciais para a coagulação do sangue, podem desempenhar um papel fundamental na resposta imune duradoura das vacinas. Os resultados foram publicados na revista Nature Immunology.
Ao analisar a expressão genética (transcritoma), realizar experimentos com animais e estudar culturas de células, os pesquisadores descobriram que o hormônio TPO. Produzido pelo fígado e pelos rins, ele estimula a produção de plaquetas e, juntamente com as células B produtoras de anticorpos, potencializa a resposta imunológica.
Como Comprovar a Imunidade Duradoura das Vacinas?

As tecnologias ômicas, sobretudo, permitem desvendar o funcionamento das moléculas nos organismos vivos, ajudando a compreender processos biológicos complexos. A genômica investiga o conjunto de genes (genoma), enquanto a transcriptômica analisa a expressão genética. Já a proteômica estuda as proteínas, e a metabolômica foca nos metabólitos, os produtos do metabolismo celular.
O professor Helder Nakaya destaca que o objetivo inicial da pesquisa era entender o efeito adjuvante, ou seja, como a resposta imunológica da vacina é potencializada. “Para saber os fatores que influenciaram essa resposta e sua duração, nós analisamos os níveis de células B [produtoras de anticorpos], afinidade aos anticorpos e dados de transcriptoma das células [que analisa a expressão dos genes da célula]”, relata.
“Esse trabalho começou com a proposta de fazer vacinologia de sistemas, tentando desvendar o mecanismo molecular da imunidade que era induzida pela vacina contra H5N1.”
– Helder Nakaya, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e pesquisador no Hospital Israelita Albert Einstein

Foto: Reprodução/Jornal da USP
Visão de uma Resposta Duradoura
Nakaya explicou que, ao aplicar duas doses da vacina H5N1, a resposta imune era intensa, mas de curta duração. Contudo, quando adicionaram o adjuvante, a resposta não só aumentou, como também se tornou duradoura. A pesquisa revelou, então, que os genes relacionados às plaquetas estavam ligados a essa resposta prolongada.
Embora as plaquetas não possuam núcleo, e, portanto, não sejam responsáveis pela expressão genética, os pesquisadores levantaram a hipótese de que poderiam estar assumindo um papel crucial na resposta imunológica persistente.
As plaquetas se originam dos megacariócitos, e foram testadas com o uso de trombopoetina (TPO), um hormônio que ativa os megacariócitos para a formação de plaquetas. Durante os experimentos em camundongos, foi constatado que, quando estimulados com TPO e a vacina, os animais apresentaram uma resposta imune mais intensa e duradoura.
Contato entre Células B e Megacariócitos
Os cientistas avançaram para testar o efeito do adjuvante em co-culturas de células B isoladas com megacariócitos e TPO, além de uma configuração com uma barreira física entre elas. “A ideia era mostrar se o contato era importante para gerar uma resposta de anticorpos duradoura”, descreve Nakaya.
Eles investigaram se a resposta imune prolongada estava ligada à Interleucina 6 (IL6) e à APRIL, proteínas dos megacariócitos que regulam a imunidade. Quando as células B estavam em contato com megacariócitos ativados por TPO, eventualmente, a resposta imune aumentava, porém, a separação física entre elas reduzia essa resposta, confirmando a importância do contato celular.
Ao bloquear IL6 e APRIL, a resposta não foi afetada, indicando que essas proteínas não são essenciais nesse processo. Assim, para validar, a pesquisa foi realizada em humanos, onde a adição de TPO também aumentou a resposta imune, corroborando os resultados com camundongos.
Referência: Jornal da USP.
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