A Relação entre Gordura nas Mamas e Diabetes na Menopausa
Entenda como a relação entre gordura nas mamas e diabetes pode impactar a saúde das mulheres durante a menopausa
A menopausa, antes de tudo, é marcada por mudanças hormonais significativas que podem afetar a saúde de diversas maneiras. Recentemente, um estudo trouxe à tona uma descoberta preocupante: o acúmulo de gordura nas mamas após a menopausa pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Essa revelação, em síntese, destaca a importância de monitorar as alterações corporais durante a menopausa, principalmente no que diz respeito à distribuição de gordura.
O estudo mencionado foi realizado por cientistas da Harvard T.H. Chan School of Public Health, nos Estados Unidos. Ao todo, 101 participantes estiveram envolvidas na pesquisa, destacando que mulheres com mais adiposidade mamária têm piores parâmetros metabólicos, independentemente do peso corporal geral.
Qual a Relação entre Gordura nas Mamas e Diabetes nessa Fase?

Durante a menopausa, a redução dos níveis de estrogênio leva a uma redistribuição da gordura corporal, com tendência ao acúmulo na região abdominal e, conforme o estudo, também nas mamas. Esse acúmulo, então, pode prejudicar a ação da insulina, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue e aumentando o risco de diabetes tipo 2.
Além disso, a gordura nas mamas pode produzir substâncias inflamatórias que interferem no metabolismo, agravando a resistência à insulina. Portanto, mulheres na pós-menopausa com maior adiposidade mamária devem estar atentas aos níveis de glicemia e considerar medidas preventivas para reduzir o risco de diabetes.
"Quanto maior a quantidade de gordura nas mamas após a menopausa, maior o prejuízo para a atuação do hormônio insulina, que faz a glicose entrar nas células, e pior a glicemia, que é a taxa desse açúcar na corrente sanguínea. É bem possível que a gordura nessa região, que estamos chamando de adiposidade mamária, produza substâncias capazes de influenciar no ritmo com que avançam doenças como o diabetes, a obesidade e outras."
– Barbara Limberger Nedel, médica radiologista e uma das autoras do estudo
Metodologia do Estudo
O estudo, dessa forma, analisou 101 mulheres na pós-menopausa, correlacionando a quantidade de gordura nas mamas com indicadores de resistência à insulina e níveis de glicemia.
Utilizando técnicas de imagem para avaliar a composição mamária, os pesquisadores identificaram que um maior volume de tecido adiposo nas mamas estava associado a piores índices glicêmicos e maior resistência à insulina.
“De fato, há uma associação entre a gordura encontrada nas mamas e a circunferência abdominal, que é um fator de risco bem conhecido para o diabetes tipo 2. Porém, se você compara duas mulheres com a mesmíssima quantidade de gordura no corpo, aquela com maior adiposidade mamária é a que terá os piores parâmetros metabólicos, como uma glicemia mais alta“, explica Barbara.
Como essa Descoberta pode Impactar a Mamografia?

Tradicionalmente utilizada para a detecção precoce de lesões benignas e malignas, a mamografia pode ganhar uma nova função a partir dessa descoberta. Como resultado, ao avaliar a quantidade de gordura presente nas mamas, o exame pode auxiliar na identificação de mulheres com maior risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Essa dupla utilidade da mamografia reforça a importância de sua realização periódica, não apenas para a prevenção do câncer, bem como na avaliação de riscos metabólicos. Médicos devem considerar esses dados ao interpretar os resultados e orientar suas pacientes sobre medidas preventivas adequadas.
Referência: UOL.
Participe do Canal do WhatsApp da SPX!
Gostou? Clique aqui e acompanhe outros conteúdos da SPX Clínica. Dicas de saúde, novidades e muito mais. Fique por dentro do mundo da saúde!
Últimas Notícias

Exames de Marcadores Tumorais: Saiba Onde Agendar
Conheça os exames de marcadores tumorais, entenda para que servem e saiba onde agendar sua coleta de sangue para um diagnóstico preciso!

Prêmio Nobel de Medicina 2026: Pesquisa sobre o Cérebro Vence!
Um estudo sobre o funcionamento do cérebro teve destaque e foi o ganhador do prêmio Nobel de Medicina 2026. Conheça tudo!

Nutricionista para Obesidade Infantil: Onde Buscar Ajuda?
Procurando nutricionista para obesidade infantil? Saiba como funciona o acompanhamento nutricional e quais outros especialistas podem ajudar!

Arritmia Cardíaca: Onde Agendar Consulta com Cardiologista
A arritmia cardíaca pode alterar o ritmo dos batimentos. Entenda os sinais, exames e onde e quando agendar consulta com Cardiologista!

Gravidez de Alto Risco: Quando Procurar um Obstetra?
Uma gravidez de alto risco exige acompanhamento especializado. Entenda os fatores, sinais de alerta e quando procurar um obstetra!

Você Sabia? Diagnosticar Autismo no Brasil pode Levar Até 4 Anos
Segundo pesquisadores, o atraso para diagnosticar autismo compromete o eventual acesso a intervenções e apoio no desenvolvimento



