Novidade: Brasil Adere à Vacina Contra HPV em Dose Única
Ativa desde o início de abril de 2024, saiba mais sobre a nova medida adotada pelo Brasil para vacina contra HPV em dose única
Antes de mais nada, a vacinação contra o HPV no Brasil adota um novo protocolo: dose única. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou essa mudança em 1º de abril de 2024, substituindo o esquema anterior de duas doses. O país busca, assim, intensificar a prevenção da infecção, uma das principais causadoras do câncer de colo de útero.
Além disso, Nísia instou estados e municípios a realizarem uma busca ativa por jovens de até 19 anos que ainda não receberam nenhuma dose da vacina. Em 2023, por analogia, o Brasil registrou a aplicação de 5,6 milhões de doses do imunizante, marcando o maior número desde 2018 e um aumento de 42% em relação ao ano anterior.
Vacina Contra HPV em Dose Única: Quem Pode se Vacinar?
“Uma só vacina vai nos proteger a vida toda contra vários tipos de doença e de câncer causados pelo HPV, como o câncer de colo de útero. Não vamos deixar que crianças e jovens corram esse risco quando crescerem”, ressaltou a ministra em um perfil da rede social.
De antemão, no Brasil, a imunização contra o HPV é recomendada para meninos e meninas entre 9 e 14 anos. De maneira idêntica, a vacina é indicada para vítimas de abuso sexual, homens e mulheres entre 15 e 45 anos que ainda não foram vacinados anteriormente.
São incluídos igualmente no grupo de imunização: pessoas que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea, bem como pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos de idade.
Testagem Molecular para HPV no SUS
Em março desse ano, similarmente, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) de um teste inovador para detecção de HPV em mulheres. Utilizando testagem molecular, essa tecnologia detecta o vírus e ainda assim rastreia o câncer do colo do útero. Logo, isso permite intervalos de cinco anos entre os testes, em contraste com os três anos do método do Papanicolau.
A decisão de incorporação, sobretudo, foi respaldada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O órgão reconheceu sua maior precisão em relação aos métodos anteriores.
Apesar de ser uma enfermidade prevenível, o câncer do colo do útero, afinal, persiste como o quarto tipo mais comum de câncer entre mulheres, assim como a quarta principal causa de morte por câncer nesse grupo. Atinge especialmente mulheres negras, de baixa renda e com menor nível educacional.
Referência: Portal UOL.
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