Resistência ao Tratamento do Câncer de Mama: Veja os Motivos!
Devido a variações de uma proteína, um estudo buscou entender por que alguns pacientes apresentam resistência ao tratamento do câncer de mama
À primeira vista, uma pesquisa totalmente brasileira trouxe novas respostas para um dos desafios mais complexos da oncologia: por que alguns pacientes com câncer de mama não respondem — ou perdem a resposta — a tratamentos que já eram considerados altamente eficazes?
No Hospital Sírio-Libanês, os pesquisadores descobriram 90 variantes diferentes da proteína HER2, enquanto anteriormente eram conhecidas apenas cerca de 20. Assim, essa diversidade pode explicar por que alguns tumores permanecem resistentes às terapias direcionadas a essa proteína. Os resultados dessa investigação teve publicação na capa da revista científica Genome Research, em setembro deste ano.
Resistência ao Tratamento do Câncer de Mama Devido à Proteína?
A HER2, em suma, é uma proteína naturalmente presente no organismo, com um papel crucial no processo de divisão celular. Em situações normais, ela funciona como um interruptor, ligando e desligando para controlar o crescimento das células. No câncer de mama, porém, esse mecanismo pode se desregular, gerando problemas sérios.
Quando o gene que produz a HER2 permanece constantemente ativado, ele age como um “acelerador preso”, estimulando a multiplicação descontrolada das células tumorais. Logo, esse comportamento explica a agressividade de certos tipos de câncer e a necessidade de tratamentos direcionados.
Para orientar o tratamento, os tumores são classificados conforme a presença da proteína
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HER2-positivo: Cerca de 20% dos casos no Brasil. Esses tumores eventualmente produzem a proteína em grande quantidade e geralmente respondem bem a terapias específicas que bloqueiam a HER2.
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HER2-low: Correspondem a aproximadamente 60% dos casos. Nesses tumores, a HER2 aparece em níveis baixos, mas ainda detectáveis. Recentemente, algumas drogas passaram a fornecer benefícios igualmente para esses pacientes.
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HER2-zero: A proteína não é identificável de forma mensurável. Como as terapias anti-HER2 não são eficazes, os médicos utilizam outros tipos de tratamento para esses casos.
Sobre a Realização do Estudo
O estudo analisou 561 amostras de tumores de mama presentes no The Cancer Genome Atlas (TCGA), um dos maiores bancos de dados genômicos de câncer do mundo. Dessa forma, os cientistas examinaram linhas celulares cultivadas em laboratório, tanto sensíveis quanto resistentes a drogas como trastuzumabe e T-DXd, anticorpos conjugados a quimioterápicos.
Para chegar às descobertas, então, os pesquisadores aplicaram tecnologias avançadas de sequenciamento genético, capazes de revelar detalhes que exames tradicionais não conseguem identificar. Com isso, perceberam que o gene HER2 pode gerar muito mais versões da proteína do que se imaginava anteriormente.
Em seguida, os cientistas confirmaram a presença dessas novas isoformas nos tumores e até desenvolveram modelos computacionais para prever a estrutura de cada uma. Esse trabalho permitiu expandir de 20 para 90 variantes codificadoras da HER2, muitas delas com diferenças importantes. Algumas isoformas não possuem o ponto de ligação para os anticorpos usados nos tratamentos, o que pode permitir que as células tumorais “escapem” das terapias convencionais.
Impacto Clínico e Próximos Passos
O próximo passo será acompanhar pacientes em tratamento, avaliando se os perfis das diferentes isoformas da HER2 correspondem à resposta clínica real observada. Essa etapa, sobreutdo, é fundamental para validar, na prática, o impacto das descobertas laboratoriais na eficácia das terapias.
A longo prazo, os resultados do estudo podem inspirar a indústria farmacêutica a desenvolver novos anticorpos adaptados a cada variação ou mesmo terapias combinadas, capazes de bloquear múltiplas isoformas simultaneamente.
A expectativa é que essas descobertas abram caminho para tratamentos cada vez mais personalizados. Assim, pode-se aumentar a eficácia contra o câncer de mama, reduzindo efeitos colaterais e, consequentemente, diminuindo custos para pacientes e sistemas de saúde.
Referência: Portal G1.
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