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Cientista analisando toxinas em bactérias causadoras de infecções alimentares

Alimentação: Cientistas Apontam 45 Novas Toxinas em Bactérias

 

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram 45 novas toxinas em bactérias pertencentes ao gênero Salmonella. Em suma, esse grupo reúne espécies frequentemente relacionadas a surtos e infecções transmitidas por alimentos.

Os resultados, em veiculação na revista científica PLOS Biology, revelam que essas moléculas tem papel importante na disputa entre microrganismos por nutrientes, espaço e sobrevivência em diferentes ambientes. A descoberta, ainda assim, abre novas perspectivas para a pesquisa biomédica.

Inédito: Toxinas em Bactérias Causadoras de Infecções Alimentares

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Os pesquisadores analisaram informações genéticas de bactérias do gênero Salmonella, com foco no chamado Sistema de Secreção do Tipo VI (T6SS). Sobretudo, essa estrutura funciona como um mecanismo que permite à bactéria liberar moléculas capazes de interagir e interferir diretamente em outras células presentes no ambiente.

De antemão, o estudo avaliou o material genético de 6.165 amostras pertencentes a 149 sorovares diferentes. Logo, os cientistas conseguiram identificar possíveis toxinas, comparar sequências genéticas entre diferentes espécies bacterianas e prever suas funções.

Os resultados, então, mostraram que essas moléculas apresentam mecanismos de ação variados. Algumas atuam principalmente na competição entre bactérias, favorecendo a sobrevivência de determinados microrganismos. Outras, porém, demonstraram potencial para interagir com células eucarióticas.

“É possível que algumas delas tenham papel direto nas infecções em humanos, mas, para confirmar essa hipótese, seria necessário ver qual linhagem carrega os genes contra eucariotos e avaliar experimentalmente o efeito em células e na infecção.”

Diversidade de Toxinas e Efetores

Os pesquisadores observaram que diferentes grupos de Salmonella apresentam conjuntos próprios de moléculas secretadas pelo sistema T6SS. Esse padrão, assim, sugere que a bactéria adapta e preserva determinados efetores de acordo com os desafios e condições presentes no ambiente onde está inserida.

A análise revelou igualmente que cepas de Salmonella em ambientes naturais costumam possuir uma variedade maior de efetores quando comparadas às encontradas em pacientes. Segundo os cientistas, esse resultado indica que ambientes com maior diversidade de microrganismos favorecem o desenvolvimento de estratégias mais complexas de competição bacteriana.

De acordo com os autores do estudo, essas descobertas ampliam o entendimento sobre como as bactérias interagem entre si e se adaptam a diferentes ecossistemas. Como resultado, os achados podem contribuir para futuras pesquisas.

Referência: Jornal da USP.


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