Estudo: Derrame Cerebral pode Alterar Padrões de Sono?
Pesquisadores indicam que o derrame cerebral pode alterar padrões de sono, impactando a qualidade de vida das pessoas afetadas
A princípio, um estudo recente, publicado no jornal médico Neurology da Associação Americana de Neurologia, revelou alterações marcantes nos padrões de sono entre pessoas que enfrentaram um derrame cerebral.
Os pesquisadores, em síntese, destacaram que indivíduos que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC) têm maior probabilidade de dormir menos de 6 horas ou ultrapassar as 8 horas de sono por noite, em comparação com aqueles que não passaram por essa condição.
Dados Apontam que Derrame Cerebral pode Alterar Padrões de Sono

Em primeiro lugar, a pesquisa, que analisou 39.559 participantes, identificou que pessoas que já enfrentaram um derrame têm 54% mais chances de relatar sono excessivo e 50% mais chances de dormir muito pouco. Assim, essas mudanças afetam indivíduos de todas as idades, apontando para uma possível relação entre o AVC e a regulação do sono.
Entre os jovens de 18 a 44 anos, apenas 32% das pessoas que sofreram um derrame relataram dormir entre 6 e 8 horas por noite, em contraste com 54% daqueles sem a condição. Na faixa dos 45 aos 64 anos, similarmente, os índices foram de 47% e 55%, respectivamente.
Para os idosos, 45% das pessoas com histórico de AVC dormiam na faixa recomendada, comparados a 54% das que não sofreram o evento. Apesar de reveladoras, as descobertas não comprovam que o derrame seja a causa direta dessas alterações no padrão de sono.
Por Que Prezar por um Sono Ideal?
Sara Hassani, principal autora do estudo e pesquisadora da Duke University School of Medicine, destaca que “o sono adequado é essencial para a saúde do cérebro e do coração”. Da mesma forma, ela ressalta que tanto o sono excessivo quanto a falta dele podem dificultar a recuperação após um derrame e prejudicar a qualidade de vida dos pacientes.
Com base nesses achados, Hassani sugere que os médicos incluam a avaliação dos padrões de sono no acompanhamento de pacientes que sofreram AVC, com o objetivo de otimizar a recuperação e evitar complicações futuras.
Embora os resultados sejam significativos, o estudo apresenta algumas limitações. As informações sobre a duração do sono, sobretudo, foram obtidas por meio de relatos dos participantes, o que pode comprometer a precisão dos dados. Isso ocorre porque os indivíduos nem sempre têm uma percepção exata de quantas horas dormem por noite, o que pode afetar a veracidade dos resultados.
Referência: Veja Saúde.
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