Estudo: Veja o Novo Método para Controlar Sintomas de Alzheimer
Através de um medicamento biológico, cientistas acreditam em um novo método para controlar sintomas de Alzheimer. Saiba tudo!
Cientistas afirmam, pela primeira vez, ter encontrado evidências de que um medicamento biológico pode retardar o início do Alzheimer. A princípio, eles desenvolveram o fármaco para remover placas pegajosas de beta amiloide — proteína ligada ao desenvolvimento da doença — em pessoas com alto risco de demência.
A equipe publicou a descoberta na revista Lancet Neurology em março de 2025. Os pesquisadores, sobretudo, vêm testando terapias de remoção de amiloide em indivíduos que carregam mutações genéticas raras, conhecidas por praticamente garantir o desenvolvimento do Alzheimer.
Conheça o Novo Método para Controlar Sintomas de Alzheimer
O estudo, embora promissor, incluiu apenas algumas dezenas de participantes e serve como extensão de um ensaio clínico controlado e randomizado anterior, que não encontrou benefícios significativos nas terapias de redução de amiloide em comparação com o placebo.
Logo, como essa nova fase não conta com um grupo controle com placebo, os pesquisadores podem ter enfrentado vieses relevantes. Desse modo, apesar dos resultados parecerem animadores, especialistas independentes recomendam cautela na interpretação dos dados.
“Embora este estudo não prove conclusivamente que o início da doença de Alzheimer pode ser retardado e use um medicamento que provavelmente não estará disponível, os resultados são cientificamente promissores”, ressalta a Dra. Tara Spires-Jones, diretora do Centro de Ciências Cerebrais de Discovery da Universidade de Edimburgo. Ela não participou da pesquisa.
Tratamento Precoce pode Ser a Chave
Pesquisadores descobriram que o risco de desenvolver sintomas de Alzheimer caiu pela metade entre 22 pacientes que não apresentavam sinais de perda de memória e fizeram uso contínuo do medicamento por cerca de oito anos.
Embora uma parte da análise tenha mostrado significância estatística, outras não apresentaram o mesmo resultado. Assim, isso deixou especialistas externos em dúvida sobre a solidez dos achados.
Contudo, os autores do estudo defendem que iniciar o tratamento precocemente e mantê-lo por um longo período pode adiar — ou até impedir — o aparecimento da doença por vários anos.
“É o primeiro dado a sugerir que existe a possibilidade de um atraso significativo no início da progressão para os sintomas”, destaca o Dr. Eric McDade, líder do estudo.
Como Pesquisas Anteriores Mostram Predominância?
Na década de 1980, por analogia, cientistas analisaram cérebros de pessoas com Alzheimer após a morte e identificaram placas pegajosas de beta amiloide e emaranhados tóxicos formados pela proteína tau.
A partir dessas descobertas, então, eles levantaram a hipótese de que eliminar essas substâncias do cérebro poderia desacelerar — ou até reverter — a doença, e passaram a buscar tratamentos com esse objetivo.
Décadas depois, testes clínicos avançados com mais de 1.800 pacientes em estágio inicial de Alzheimer mostraram que o medicamento conseguiu reduzir a progressão dos sintomas em relação ao placebo. No entanto, o efeito não alcançou significância estatística. O remédio acabou sendo classificado como um fracasso.
Novas Esperanças
De antemão, todos os voluntários da pesquisa estavam dentro de uma janela de tempo que ia de 15 anos antes até 10 anos depois da idade estimada para o início dos sintomas. Para calcular essa estimativa, portanto, os cientistas analisaram a idade em que outros familiares começaram a manifestar sinais da doença.
Na primeira fase do estudo, que ocorreu entre o fim de 2012 e o início de 2019, os participantes foram divididos aleatoriamente para receber o medicamento, outro redutor de amiloide ou um placebo.
Após o encerramento dessa etapa, os pesquisadores eventualmente ofereceram a continuação do tratamento — em doses progressivamente maiores — por mais três anos àqueles que haviam completado o estudo inicial.
Referência: CNN Brasil.
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