Nanopartícula é Capaz de Eliminar Tuberculose? Saiba Mais!
A pergunta que mobiliza a comunidade científica é direta: Nanopartícula é capaz de eliminar tuberculose? Antes de tudo, um estudo recente indica que sim — ao menos em modelos experimentais.
Pesquisadores desenvolveram um composto à base de ferro, encapsulado em nanopartículas lipídicas. Esse composto, enfim, conseguiu erradicar totalmente a infecção pulmonar em camundongos após 30 dias de tratamento.
A pesquisa foi conduzida pelo Laboratório de Pesquisas em Tuberculose da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (FCFAr-Unesp).
Como essa Nanopartícula é Capaz de Eliminar Tuberculose?

A equipe, sobretudo, investiga há aproximadamente duas décadas o potencial de diferentes moléculas no combate à tuberculose. Nesta nova etapa, então, os cientistas voltaram a atenção para a ferroína — ou [Fe(phen)₃]²+, denominada FEP — a fim de avaliar seu desempenho terapêutico.
Em experimentos laboratoriais, a FEP apresentou atividade significativa contra o bacilo da tuberculose e potencializou o efeito de dois fármacos já utilizados no tratamento padrão. O estudo conseguiu igualmente esclarecer como a substância atua no microrganismo, ampliando a compreensão sobre seu mecanismo de ação.
Como a ferroína é quimicamente instável e poderia ser degradada antes de atingir o alvo terapêutico, os pesquisadores optaram por encapsulá-la em nanopartículas lipídicas (NLS@FEP). Essa tecnologia funciona como um sistema de proteção e liberação controlada, aumentando a estabilidade do composto e otimizando sua eficácia.
O Processo da Pesquisa
Os pesquisadores, sobretudo, organizaram o experimento com dois grupos de sete camundongos previamente infectados por Mycobacterium tuberculosis. Enquanto uma parte recebeu o tratamento convencional, a outra foi submetida ao novo composto em avaliação.
Ao final de 30 dias, os resultados chamaram atenção: houve eliminação total da infecção pulmonar tanto com o FEP administrado de forma isolada quanto na versão encapsulada. O desempenho, inclusive, superou o da isoniazida, um dos antibióticos amplamente utilizados no SUS.
Ainda assim, o avanço exige cautela. Antes de qualquer possibilidade de uso em humanos, serão necessários estudos aprofundados de toxicidade, farmacocinética e ensaios experimentais mais robustos — incluindo testes em modelos de tuberculose resistente e em quadros de infecção crônica.
Referência: Portal Medicina S/A.
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