Conheça a Nova Esperança de Cura para Artrite Reumatoide
Um estudo pioneiro parece tomar a frente no que pode caracterizar a cura da artrite reumatoide. Saiba tudo!
Cientistas estão testando uma nova abordagem que pode representar a cura da artrite reumatoide. No ensaio clínico AuToDeCRA-2, os pesquisadores tentam “reprogramar” os glóbulos brancos — mais especificamente os “comandantes” do sistema imune — para que ordenem aos “soldados” imunológicos que parem de atacar os próprios tecidos do corpo.
O estudo é liderado pelo professor John Isaacs, especialista em reumatologia clínica com mais de 35 anos de experiência. Segundo ele, essa técnica pode permitir “desligar” a artrite reumatoide de forma definitiva. A pesquisa acontece na Universidade de Newcastle e no Hospital Universitário de Newcastle.
Como Funciona a Possível Cura para Artrite Reumatoide?

Nesta nova fase do estudo, os cientistas retiram células do sangue dos próprios pacientes. Isaacs compara o sistema imunológico a um exército: várias células se unem para combater infecções, mas precisam de ordens vindas dos “generais”, que são os glóbulos brancos chamados de células dendríticas.
Esses “generais”, sob o mesmo ponto de vista, avaliam se há perigo no corpo. Se percebem uma ameaça, então, enviam sinal de ataque. Se não detectam riscos, mantêm a tropa em paz.
A proposta do estudo é treinar essas células em laboratório para que se comportem de forma calma e tolerante. Depois de uma semana, elas são reinseridas no paciente, orientando o sistema imunológico a parar de atacar as articulações saudáveis.
"Com o tempo, este tratamento pode proporcionar benefícios significativos para as pessoas que sofrem de artrite reumatoide, 'desligando' a doença."
– John Isaacs
Descoberta com Benefícios Abrangentes
O estudo conduzido em Newcastle está sendo acompanhado de perto pela comunidade científica, uma vez que seus resultados podem transformar a vida de cerca de 18 milhões de pessoas com artrite reumatoide no mundo. O professor Isaacs acredita que, se bem-sucedida, essa abordagem inovadora poderá beneficiar também outras doenças autoimunes, bem como diabetes tipo 1 e esclerose múltipla.
Apesar do entusiasmo, os primeiros ensaios ainda são pequenos — apenas 32 pacientes participaram até agora — e será necessário ampliar as pesquisas. Mesmo que tudo funcione conforme o esperado e o sistema imunológico possa ser reeducado com sucesso, estima-se que o novo tratamento esteja disponível ao público somente entre cinco e dez anos.
Referência: BBC News Brasil.
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