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Pesquisa sobre moléculas para parasita da malária

Parasita da Malária: Novas Moléculas podem Eliminar Resistência

 

A princípio, o desenvolvimeno de novas moléculas em laboratório demonstraram potencial para combater o parasita da malária e reduzir o risco de resistência aos medicamentos. Entre 18 compostos testados, duas substâncias se destacaram por seus mecanismos de ação.

Em testes laboratoriais e modelos animais, uma delas eliminou o parasita no sangue sem apresentar sinais de resistência. Enquanto isso, a outra interferiu na produção de energia do microrganismo.

Pesquisa Inovadora para Frear o Parasita da Malária

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Atualmente, o tratamento da malária utiliza combinações de medicamentos derivados da artemisinina. Um exemplo é a associação de artesunato e piro­naridina, que integra as terapias combinadas contra a doença.

Com o objetivo de desenvolver alternativas mais potentes e de ação rápida, os pesquisadores modificaram a estrutura química de substâncias conhecidas, bem como a piro­naridina e a quinacrina. Assim, buscaram criar compostos com potencial terapêutico e investigar como cada um atua contra o parasita.

Ao todo, o estudo desenvolveu e testou 18 moléculas sintéticas das classes das acridinas e acridonas. Ao invés de extraí-las diretamente da natureza, a equipe projetou e produziu esses compostos em laboratório, usando como referência a estrutura química de antimaláricos já conhecidos.

O objetivo principal do estudo foi desenvolver e avaliar novas moléculas capazes de combater a malária, focando especialmente no desafio da resistência que o parasita vem desenvolvendo contra os medicamentos atuais.

Avaliação da Ação dos Compostos

Imagens de microscopia e testes bioquímicos ajudaram a identificar como o composto 2d age contra o parasita. A molécula atua rapidamente e se concentra próximo ao vacúolo digestivo, onde impede a neutralização de um resíduo tóxico produzido durante a digestão do sangue humano. Logo, o próprio acúmulo dessa substância leva o parasita à morte.

Já o composto 5a apresentou outro mecanismo: ele ataca a mitocôndria, responsável pela produção de energia do parasita. Eventualmente, os resultados indicam que essa família de moléculas pode combater o microrganismo por diferentes vias.

Em testes com camundongos infectados, o tratamento oral com o 2d eliminou completamente os parasitas da circulação sanguínea. Além disso, todos os animais sobreviveram aos 30 dias de acompanhamento, e o tratamento apresentou excelente tolerabilidade.

Referência: Jornal da USP.


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