Médico com estetoscópio e uma fita rosa

Pesquisadores Criam Tomógrafo de Mama por Ultrassom; Veja!

 

Pesquisadores da USP, juntamente com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), desenvolveram um tomógrafo de mama por Ultrassom. Em suma, ele surge como uma solução inovadora e complementar para o diagnóstico do câncer de mama

Igualmente conhecida como TomUS, a tecnologia é 100% brasileira e já avança para a etapa de validação clínica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP).

Como Funciona esse Tomógrafo de Mama por Ultrassom?

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Sem empregar radiação, esse tomógrafo produz imagens tridimensionais detalhadas a partir de uma tecnologia já consolidada na prática médica. A princípio, a paciente permanece deitada em uma maca confortável, enquanto o sistema executa o exame de forma totalmente automatizada.

Ao contrário da ultrassonografia tradicional, o TomUS utiliza um braço robótico para varrer todo o tecido mamário em múltiplos ângulos. Assim, o equipamento padroniza a coleta de dados e amplia a precisão do mapeamento interno da mama.

Durante o procedimento, então, a paciente se posiciona de bruços, com a mama acomodada em um orifício da maca e imersa em água morna. Logo, a água funciona como meio de propagação das ondas sonoras, eliminando a necessidade de compressão ou contato direto com transdutores e tornando o exame mais confortável e menos invasivo.

“Isso aumenta muito a chance de detectar pequenas lesões, especialmente em mulheres com mamas densas, nas quais a mamografia tradicional tem limitações.”
Antonio Adilton de Oliveira Carneiro
Coordenador do Grupo de Inovação e Instrumentação Médica e Ultrassom (Giimus)
Imagens captadas pelo tomógrafo de mama por ultrassom
Imagens do tomógrafo de mama por ultrassom | Foto: Adilton Carneiro/FFCLRP

Coleta das Informações e Alta Tecnologia

Durante um exame que dura cerca de cinco minutos, o sistema coleta os dados e os envia para um software capaz de reconstruir imagens volumétricas em três dimensões. Eventualmente, o médico consegue “navegar” pelo interior do tecido e analisar cortes em diferentes profundidades, ampliando a leitura diagnóstica.

Além disso, a tecnologia incorpora recursos de inteligência artificial para o processamento e a análise das imagens. À medida que a base de dados cresce, os algoritmos tendem a elevar a precisão, reduzir variações de interpretação e padronizar ainda mais os resultados clínicos.

Nos testes iniciais, o TomUS já demonstrou seu potencial ao identificar precocemente uma pequena lesão em uma pesquisadora voluntária. O equipamento detectou a alteração, que depois foi confirmada por exames convencionais e tratada rapidamente.

Referência: Portal Medicina S/A.


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