Tecnologia de IA Prevê Doenças Cardíacas pela Mamografia; Veja!
A afirmação de que a IA prevê doenças cardíacas pela Mamografia ganha força com novos avanços na medicina diagnóstica. Um estudo recente da Sociedade Europeia de Cardiologia, publicado no European Heart Journal, aponta que a inteligência artificial pode identificar o risco cardiovascular em mulheres a partir da análise de exames.
De acordo com a pesquisa, então, a tecnologia consegue detectar e quantificar depósitos de cálcio nas artérias das mamas — estruturas frequentemente visualizadas em exames de Raio-X utilizados no rastreamento mamário.
Como a IA Prevê Doenças Cardíacas pela Mamografia?

A calcificação arterial das mamas é relativamente comum em mamografias de rotina e não apresenta relação com tumores mamários. No entanto, evidências científicas consistentes indicam que essa alteração pode se associar a fatores de risco cardiovascular e ao desenvolvimento futuro de doenças cardíacas.
Nesse sentido, os pesquisadores destacam que o uso da inteligência artificial pode contribuir para identificar mulheres com risco cardiovascular ainda não diagnosticado, favorecendo intervenções mais precoces e direcionadas.
Segundo Hari Trivedi, a presença de depósitos de cálcio já era reconhecida na prática clínica, porém, o objetivo do estudo foi avançar na interpretação desses dados. A proposta consiste em utilizar essas informações de forma estratégica, integrando a mamografia ao processo de estratificação de risco e diagnóstico precoce de doenças cardiovasculares.
Potencial da IA na Previsão de Eventos Cardiovasculares
O estudo, sobretudo, avaliou 123.762 mulheres submetidas ao rastreamento mamográfico, todas sem diagnóstico prévio de doença cardiovascular. A proposta consistiu em investigar como dados já presentes nos exames poderiam contribuir para uma análise mais ampla do risco cardiológico.
Logo, os pesquisadores aplicaram algoritmos de inteligência artificial na leitura das mamografias, com foco na quantificação dos depósitos de cálcio nas artérias mamárias. Eventualmente, os achados foram classificados em diferentes níveis — ausente, leve, moderado ou elevado — permitindo uma estratificação mais precisa do risco.
Depois, os resultados foram correlacionados com a ocorrência de desfechos clínicos relevantes, bem como acidente vascular cerebral (AVC), infarto e mortalidade por causas cardiovasculares.
Resultado e Riscos
Os achados demonstraram uma relação progressiva entre o grau de calcificação arterial mamária e o aumento do risco cardiovascular, evidenciando o potencial desse marcador na estratificação clínica.
- Calcificação Leve: Associa-se a um aumento aproximado de 30% no risco de eventos cardiovasculares graves.
- Calcificação Moderada: Relaciona-se a um risco cerca de 70% maior de ocorrência desses eventos.
- Calcificação Acentuada: Trata-se de um risco duas a três vezes superior para desfechos cardiovasculares graves.
Referência: Portal G1.
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