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Representação de esclerose múltipla

Tratamento Inovador para Esclerose Múltipla Usa Genética; Veja!

 

Um tratamento inovador para esclerose múltipla avança com o apoio da genética e abre uma nova fronteira na medicina personalizada. Atualmente, as terapias modificadoras do curso da doença (DMT) atuam diretamente na resposta imunológica, reduzindo assim a inflamação e desacelerando a progressão.

A esclerose, em suma, é uma doença autoimune crônica que compromete o sistema nervoso central, incluindo cérebro e medula espinhal. No Brasil, estimativas indicam uma prevalência de cerca de 15 casos a cada 100 mil habitantes.

Papel da Genética no Tratamento Inovador para Esclerose Múltipla

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A esclerose múltipla não tem cura clínica. Logo, os tratamentos atuais priorizam o controle da doença. Eles reduzem a atividade das lesões vistas na Ressonância Magnética, diminuem a recorrência dos surtos e atuam na prevenção da neurodegeneração ao longo do tempo.

Dessa forma, o estudo passou a investigar se a variação na resposta aos medicamentos estaria ligada à genética. Cada indivíduo apresenta pequenas diferenças no DNA, capazes de interferir na absorção, distribuição e metabolização dos fármacos, além da forma como eles interagem com o sistema imunológico e com seus alvos terapêuticos.

Esse campo de investigação recebe o nome de farmacogenética. Sobretudo, ele explica por que um mesmo medicamento pode ser altamente eficaz para alguns pacientes, pouco efetivo para outros ou até provocar efeitos adversos.

Sobre o Procedimento

Os pacientes em acompanhamento nos ambulatórios, portanto, foram convidados a participar da pesquisa de forma voluntária. Quem aceitou realizou apenas uma coleta simples de sangue periférico, com 4 mL, feita durante o atendimento de rotina nos próprios hospitais.

Em seguida, as amostras seguiram para o laboratório. Então, analisou-se as moléculas em associação ao funcionamento do sistema imunológico, o que permitiu aprofundar a compreensão da resposta inflamatória.

Além disso, realizamos a extração do DNA e a genotipagem. Em síntese, esse processo identifica pequenas variações genéticas que podem influenciar diretamente a forma como cada paciente responde ao medicamento.

“A genética não atua de forma isolada. Fatores clínicos, características individuais, influências ambientais e mecanismos epigenéticos também desempenham papéis importantes. Nosso estudo mostra que a genética é uma peça relevante desse quebra-cabeça, mas não a única”,
ressaltam os pesquisadores do estudo.

Respostas com Base na Genética

Neste estudo, o trabalho analisou duas variantes genéticas, conhecidas como polimorfismos, em genes que codificam os receptores Fc-gama (FCGR2A e FCGR3A). Essas estruturas exercem papel central na resposta imunológica e na interação entre anticorpos e células do sistema imune.

A análise incluiu 116 pacientes brasileiros com esclerose múltipla em uso de medicamento. Os resultados mostraram que determinadas combinações genéticas, como os genótipos AG no FCGR2A e AC no FCGR3A, associam-se a menor risco de falha terapêutica.

Em contrapartida, outros perfis genéticos surgem com maior frequência entre pacientes que não respondem de forma adequada ao tratamento.

Referência: Portal G1.


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