Canetas para Emagrecer: Quais os Riscos Físicos e Psicológicos?
O avanço das canetas para emagrecer, desde já, transformou o tratamento da obesidade e ampliou as possibilidades de controle do peso corporal. No entanto, especialistas recentemente reforçaram que o uso desses medicamentos exige acompanhamento contínuo.
Essa é a principal conclusão de um consenso publicado em julho de 2026 na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology. O documento recomenda que pacientes em uso desses medicamentos sejam acompanhados por uma equipe multidisciplinar
O Impacto de Canetas para Emagrecer na Saúde

A princípio, a redução do apetite proveniente desses medicamentos pode diminuir a ingestão de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Isso favorece a perda de massa muscular, deficiências nutricionais e redução da capacidade funcional, sobretudo em pessoas idosas.
Nesse sentido, o consenso recomenda uma alimentação rica em proteínas, com pelo menos 60 gramas por dia, distribuídas entre as refeições. Os especialistas também orientam consumir cerca de 25 gramas de fibras diariamente, ajudando a preservar a saúde intestinal e reduzir episódios de prisão de ventre, um dos efeitos adversos mais comuns.
Além da alimentação, a hidratação adequada merece atenção. A recomendação é ingerir entre 2 e 2,5 litros de água por dia, já que muitos pacientes relatam sentir menos sede durante o tratamento. O acompanhamento médico deve incluir, ainda assim, a avaliação periódica de possíveis deficiências de nutrientes.
E em Relação à Saúde Mental?
De acordo com os especialistas, as canetas para emagrecer influenciam igualmente a forma como o cérebro responde à alimentação, ao prazer e aos mecanismos de recompensa. Assim, além das mudanças físicas, o tratamento pode trazer impactos importantes no comportamento alimentar e no bem-estar emocional.
Embora muitos pacientes apresentem redução da compulsão alimentar e da chamada fome emocional, alguns podem enfrentar desafios. Isso inclui, por exemplo, sensação de vazio, dificuldade para lidar com emoções e mudanças na percepção da própria identidade.
Logo, o consenso recomenda um acompanhamento multidisciplinar que inclua a avaliação periódica da saúde mental. Os médicos devem monitorar sinais de ansiedade, depressão e transtornos alimentares, além de orientar os pacientes sobre as possíveis mudanças emocionais durante todo o processo de perda de peso.
Referência: Folha de S. Paulo.
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