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Médica analisando resultado de exame de uma mamografia

HER2 Baixo no Câncer de Mama: Veja a Descoberta Promissora

 

A visualização do HER2 baixo no câncer de mama está ganhando importância na oncologia por ampliar as possibilidades de tratamento para pacientes. Até poucos anos atrás, sobretudo, eram classificadas simplesmente como HER2 negativas.

Nesse sentido, estudos recentes mostram que determinados tumores com expressão baixa ou muito baixa de HER2 podem responder a medicamentos direcionados. Assim, uma característica antes pouco decisiva passou a influenciar a escolha terapêutica em situações específicas do câncer de mama metastático.

Como o HER2 Baixo no Câncer de Mama Muda o Tratamento?

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O HER2 é uma proteína receptora encontrada na superfície das células. Nos tumores classificados como HER2 positivos, há superexpressão da proteína ou amplificação do gene ERBB2. Assim, esse grupo há anos pode se beneficiar de terapias direcionadas ao HER2.

Com o avanço dos estudos, pesquisadores observaram que parte dos tumores considerados HER2 negativos apresenta níveis detectáveis da proteína. Dessa forma, ganharam relevância clínica descrições como:

  • HER2-low: Geralmente corresponde a resultado IHC 1+ ou IHC 2+ com hibridização in situ negativa;

  • HER2-ultralow: Expressão ainda menor, caracterizada nos estudos e na indicação regulatória norte-americana como IHC 0 com alguma coloração de membrana.

Por Que Níveis Tão Baixos de HER2 Passaram a Importar?

A mudança está diretamente relacionada ao avanço dos conjugados anticorpo-fármaco, medicamentos que unem um anticorpo direcionado a determinado alvo tumoral a uma carga citotóxica. Após reconhecer a célula que expressa o alvo, o complexo eventualmente favorece a entrega do agente terapêutico no ambiente tumoral.

Além disso, alguns ADCs podem produzir o chamado efeito bystander. Como resultado, a carga citotóxica alcança igualmente células tumorais próximas, inclusive aquelas com menor expressão do alvo.

Por isso, a estratégia não exige necessariamente a mesma quantidade elevada de HER2 associada às terapias anti-HER2 tradicionais. Esse mecanismo ajudou a ampliar o interesse pelo tratamento de tumores com expressão reduzida da proteína.

Qual é o Impacto para o Diagnóstico?

A descoberta, acima de tudo, aumentou a relevância da avaliação anatomopatológica do HER2. Isso porque diferenças discretas entre os padrões de expressão podem ter implicações terapêuticas.

Portanto, distinguir adequadamente resultados como IHC 0, IHC 1+ e IHC 2+/ISH negativo tornou-se ainda mais importante no contexto clínico atual. Alguns cuidados ganham destaque:

  • Qualidade da amostra e da preparação histológica;
  • Interpretação criteriosa da imunohistoquímica;
  • Diferenciação adequada entre padrões mínimos de expressão;
  • Integração entre anatomopatologia, características tumorais e histórico terapêutico.

Referência: Portal Veja Saúde.


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