OMS: Brasil Não Atinge Meta e Casos de Tuberculose Crescem
A tuberculose, antes de mais nada, é vista como um problema do passado. A realidade, porém, mostra outro cenário: os casos de tuberculose crescem no Brasil e mantêm a doença como um desafio atual de saúde pública.
Somente no último ano, por exemplo, o país registrou cerca de 85 mil novos diagnósticos e aproximadamente 6 mil mortes. Assim, isso coloca a infecção entre as que mais causam óbitos no território nacional.
Casos de Tuberculose Crescem no País e Meta Fica Distante
Em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a estratégia global para eliminar a tuberculose até 2035. Como marco intermediário, a meta para 2025 previa reduzir em 50% a incidência e em 75% a mortalidade.
No entanto, o Brasil seguiu na direção oposta. Isso porque desde 2015, passou a registrar aumento progressivo na incidência da doença, distanciando-se dos objetivos estabelecidos.
Um estudo da Fiocruz Bahia, publicado em janeiro deste ano, projeta a continuidade desse avanço. Segundo a análise, a taxa de incidência pode seguir em alta até 2030, alcançando 42,1 casos a cada 100 mil habitantes.
O Que Explica Esse Cenário?
O coautor do estudo e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Júlio Croda, chama atenção para um fator crítico no Brasil. Cerca de 37% das infecções por tuberculose estão associadas ao sistema prisional, ainda que não exclusivamente aos detentos.
Segundo o pesquisador, as taxas cresceram de forma desproporcional à expansão de vagas, em um sistema frequentemente superlotado. Entre 1990 e 2019, a população carcerária saltou de 90 mil para 755 mil pessoas, o que ampliou significativamente o risco de transmissão.
Nesse sentido, apenas cerca de 50% dos casos são diagnosticados. Croda destaca que ações preventivas, bem como a realização anual de exames de Raio-X nos detentos, ainda são raras.
Vacinação e Políticas Sociais Controlaram a Doença
Por outro lado, em janeiro, a revista Nature Medicine publicou um estudo que demonstrou como políticas sociais, bem como o Bolsa Família, contribuíram para reduzir a incidência da doença entre 2004 e 2015, ao aliviar condições de pobreza e insegurança alimentar.
Segundo o pesquisador Júlio Croda, a ampliação do suporte social e a melhora na nutrição foram determinantes para esse resultado positivo. No entanto, esse ganho foi gradualmente perdido com o avanço da tuberculose no sistema prisional.
Historicamente, o país também manteve altas coberturas da vacina BCG, fundamentais para prevenir as formas mais graves da doença na infância. Contudo, a queda recente nas taxas de vacinação acende um sinal de alerta e reforça a preocupação com o controle da tuberculose nos próximos anos.
Referência: Portal G1.
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