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Mãos de um médico segurando um cérebro

Tecnologia Revela Carótidas com Alto Risco de AVC; Veja!

 

Com foco em inovação e pesquisa clínica, um novo estudo no Hospital Moinhos de Vento indica uma mudança relevante na forma de prevenir e tratar o AVC. A princípio, a pesquisa reforça como a tecnologia pode antecipar riscos e apoiar decisões médicas mais precisas.

O acidente vascular cerebral, em suma, é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Ele acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido. Em cerca de 20% dos casos, isso ocorre devido a um coágulo que se desprende de uma placa de gordura presente na artéria carótida.

Pesquisa: Quais as Carótidas com Alto Risco de AVC?

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O estudo contou com o apoio de inteligência artificial e da angiotomografia computadorizada (angio-TC). Eventualmente, os pesquisadores passaram a identificar quais placas de gordura nas artérias do pescoço, as carótidas, apresentam maior risco de se romper e provocar um AVC.

Até então, os médicos analisavam esse perigo apenas pelo grau de estreitamento da artéria. Agora, o foco muda para a composição da placa. Placas mais “macias”, ricas em gordura, tendem a ser mais instáveis. Já as mais “duras”, com maior presença de tecido fibroso ou cálcio, costumam apresentar menor risco de ruptura.

Iniciado em 2025, o projeto avança com o reprocessamento das imagens. Enfim, deve-se apresentar os resultados no primeiro semestre de 2026. Além de identificar o tipo de placa, eles avaliam a relação entre o volume de gordura e o de tecido fibroso.

Processo de Análise

Os pesquisadores utilizaram, pela primeira vez, imagens de inteligência artificial para orientar a escolha do tipo de stent durante o procedimento. Em seguida, confirmaram os achados em tempo real por meio do Ultrassom intravascular (IVUS), que permite visualizar a parede do vaso por completo e validar a precisão da análise automatizada.

Então, a equipe aplicou um software de análise de imagem com algoritmos de IA capazes de identificar automaticamente a composição da placa — gordura, tecido fibroso ou cálcio. Isso a partir das variações de tonalidade da Tomografia.

O sistema, em suma, transforma esses dados em imagens coloridas e tridimensionais da artéria, destacando áreas mais vulneráveis. O objetivo inicial é descrever com precisão essas características para, no futuro, incorporar o protocolo à prática clínica.

“Nem sempre a artéria mais estreita é a mais perigosa. Às vezes, uma placa menor, mas instável, pode se romper e causar um AVC.”
Alexandre Araújo Pereira
Cirurgião vascular e idealizador do estudo

Potencial para Prever o AVC

Em um estudo piloto, os dados gerados pelo software orientaram a escolha do stent ideal para um paciente de 72 anos que havia sofrido um AVC recente. Durante o procedimento, o IVUS enfim confirmou em tempo real que a análise da inteligência artificial correspondia à condição real da artéria, validando o método.

Logo, as análises iniciais mostram que placas com maior núcleo lipídico e superfície irregular são mais instáveis. O principal avanço, portanto, está em transformar essas informações em apoio prático à decisão clínica. Isso tanto para indicar o tratamento quanto para definir a melhor estratégia de intervenção.

É um passo além da previsão de risco. Agora conseguimos usar a própria imagem gerada pela IA para guiar a estratégia terapêutica, personalizando o tratamento para cada paciente”, celebra o cirurgião.

Referência: Portal Medicina S/A.


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