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Nova Classificação do Infarto: Veja o que Mudou

 

Uma nova classificação do infarto muda a forma de organizar e compreender os diferentes mecanismos envolvidos no infarto agudo do miocárdio. Desde já, termos como “infarto tipo 2” ou “tipo 4c” fizeram parte da prática cardiológica, mas os códigos numéricos nem sempre deixavam clara a causa do evento.

Agora, quatro das principais sociedades de cardiologia do mundo publicaram a Quinta Definição Universal de Infarto do Miocárdio, atualizando os critérios usados para classificar esses eventos. A nova proposta deixa de priorizar os antigos rótulos numéricos e passa a organizar os casos em três categorias.

Por Que Temos uma Nova Classificação do Infarto?

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Antes de mais nada, estudos estimam que o infarto afete cerca de 3,8% das pessoas com menos de 60 anos e 9,5% daquelas com mais de 60. Além disso, a condição permanece entre as principais causas de morte no mundo.

Até então, desde 2007, a classificação organizava os infartos em uma sequência de tipos e subtipos, como 1, 2, 3, 4a, 4b, 4c e 5. Porém, embora esses termos descrevessem mecanismos clínicos específicos, os médicos raramente utilizavam toda essa nomenclatura na prática cotidiana.

“As pessoas costumam pensar em um infarto como um ataque cardíaco causado por uma artéria coronária entupida, mas existem muitas causas diferentes.”

Qual a Nova Divisão?

A nova classificação do infarto, sobretudo, passa a organizar o infarto em três cenários clínicos principais, considerando principalmente o mecanismo que desencadeou o evento:

  1. Infarto primário: Ocorre de forma espontânea a partir de um problema agudo na artéria coronária. Entre os mecanismos possíveis, então, estão a ruptura ou erosão de uma placa, a dissecção espontânea da artéria coronária (SCAD), o espasmo coronariano e a formação de um trombo.

  2. Infarto secundário: Acontece quando outra condição clínica provoca um desequilíbrio entre a oferta e a necessidade de oxigênio pelo músculo cardíaco. Entre os possíveis desencadeantes estão alterações importantes da pressão arterial, taquicardia e outras situações.

  3. Infarto relacionado a procedimento: Associa-se a uma intervenção cardíaca ou coronariana e ocorre durante o procedimento ou no período subsequente definido pelos critérios da nova classificação. Entre os exemplos estão eventos relacionados à angioplastia com implante de stent e à cirurgia de revascularização do miocárdio.


Significado das Mudanças aos Pacientes

Em síntese, a nova classificação não muda a conduta inicial diante de um paciente com suspeita de infarto. No pronto-socorro, contudo, a equipe continua seguindo os protocolos de emergência e definindo a abordagem conforme o quadro clínico.

A principal mudança acontece depois desse primeiro atendimento. A nova organização deve facilitar o registro, a comunicação e a pesquisa sobre os diferentes tipos de infarto. Assim, médicos e serviços podem adotar uma linguagem mais uniforme.

Referência: Portal Veja Abril.


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