Alterações na Voz pode Detectar Doenças Neurodegenerativas
Pesquisa em empresa renomada aponta que mudanças na fala e na voz pode detectar doenças neurodegenerativas. Entenda!
A fala, antes de tudo, envolve um processo cerebral complexo. Primeiro, o cérebro formula um pensamento e o converte em palavras. Em seguida, essas palavras se transformam em comandos precisos para os pulmões, a língua e a boca, coordenando os movimentos necessários para produzir os sons.
Tudo isso, portanto, deve ocorrer em perfeita sintonia com a respiração. Quando o cérebro sofre danos, seja por um acidente vascular cerebral (AVC) ou por uma doença neurodegenerativa, essa sincronização pode ser comprometida, afetando o ritmo e a articulação da fala.
Dessa forma, mudanças na voz e na fala podem ser um dos primeiros sinais de alerta para doenças neurodegenerativas, permitindo uma identificação precoce e o encaminhamento para uma avaliação médica especializada.
De Que Forma a Voz pode Detectar Doenças Neurodegenerativas?
Pesquisas recentes indicam que amostras de voz podem influenciar no diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas. De acordo com Hugo Botha, Bacharel em Medicina e Cirurgia, neurologista comportamental e diretor associado do Programa de Inteligência Artificial de Neurologia da Mayo Clinic, em algumas doenças, a primeira manifestação está na voz ou na fala da pessoa.
Entre elas, por exemplo, estão a doença de Parkinson, o parkinsonismo atípico, como a atrofia de múltiplos sistemas, a paralisia supranuclear progressiva e a síndrome corticobasal. Outras incluem a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), a miastenia grave e alguns tipos de demência frontotemporal, que podem causar afasia.
Na prática clínica, os pacientes frequentemente têm sua voz e fala registradas, permitindo que os médicos monitorem a evolução da doença ao longo do tempo. Essa abordagem permite, então, identificar mudanças sutis que poderiam passar despercebidas em exames físicos tradicionais, tornando as amostras de voz uma ferramenta valiosa para a detecção precoce de doenças neurológicas.
“Além disso, em paralelo à prática clínica, temos um grande programa de pesquisa na Mayo, onde estamos coletando amostras de voz e fala utilizando um aplicativo que funciona tanto no celular quanto no computador portátil da pessoa.”
– Hugo Botha
Acompanhamento Contínuo
Para coletar as amostras de voz, os pacientes são instruídos a realizar uma série de exames remotamente. O neurologista explica que, com esse método, os pacientes podem ser monitorados regularmente, seja a cada duas semanas ou a cada dois meses, permitindo que os médicos obtenham uma visão longitudinal das doenças, em vez de apenas uma análise pontual.
Além disso, a criação de um grande e crescente banco de dados de fala, que armazena todas as amostras de voz com segurança, tem o potencial de transformar a pesquisa em doenças neurodegenerativas. Esse banco pode ser utilizado para treinar algoritmos de inteligência artificial (IA), aprimorando ainda mais a precisão na identificação de padrões vocais associados às condições.
“Há alguns sinais na voz e na fala de alguém que um computador ou um algoritmo pode captar, mas que um ouvinte humano não perceberia. E é aqui que entra a pesquisa, o lado da IA, onde estamos tentando utilizar centenas de gravações e pacientes com diversos tipos de doença para descobrir se o computador consegue distinguir essas doenças, ainda que os ouvintes humanos talvez não consigam”, relata Hugo Botha.
Referência: Portal Medicina S/A.
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