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Nanotecnologia pode tratar doenças de pele

Inovação: Nanotecnologia pode Tratar Doenças de Pele?

 

Antes de tudo, estudos indicam que a nanotecnologia pode tratar doenças de pele ao permitir uma entrega mais precisa de medicamentos em regiões específicas do organismo. Isso, eventualmente, pode beneficiar condições como psoríase, vitiligo e outras doenças.

Os avanços mais recentes dessa plataforma tecnológica foram apresentados durante a FAPESP Week London, realizada no Science Museum, na capital britânica. O encontro reuniu pesquisadores e especialistas para discutir inovações que podem transformar o diagnóstico.

Saiba Como a Nanotecnologia pode Tratar Doenças de Pele

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Os pesquisadores estão desenvolvendo nanopartículas capazes de transportar moléculas terapêuticas de RNA diretamente até as células da pele. O objetivo, assim, é atuar de forma altamente direcionada, reduzindo a atividade de genes envolvidos nos processos inflamatórios que caracterizam determinadas doenças dermatológicas.

Essa ação apresenta potencial principalmente para condições como psoríase e vitiligo. Isso porque ambas compartilham alterações genéticas específicas que levam à ativação excessiva de mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento e pela manutenção da doença.

Para alcançar esse efeito, entãio, a tecnologia utiliza o chamado RNA de interferência (siRNA), uma molécula sintética capaz de agir diretamente sobre o RNA mensageiro das células. Em síntese, ela interrompe a produção de proteínas associadas à inflamação antes mesmo que sejam formadas

“É a nanomedicina de precisão. Eu tenho um alvo específico e um RNA complementar para silenciar aquele gene que está superexpresso naquela doença.”

Como essa Inovação pode Funcionar?

Um dos principais desafios dessa abordagem, contudo, está em levar as moléculas de RNA até as células da pele. Isso porque o RNA é naturalmente instável e a própria pele funciona como uma barreira eficiente contra a entrada de substâncias externas.

Para superar esse obstáculo, os pesquisadores desenvolveram nanopartículas de cristais líquidos, estruturas lipídicas capazes de proteger o material genético contra degradação e facilitar sua passagem pela pele. Logo, o RNA consegue alcançar as células-alvo com maior eficiência.

Solução Apresentada

Os resultados apresentados demonstram o potencial versátil dessa tecnologia. Em suma, ela pode ampliar significativamente as possibilidades de tratamento através de:

  1. Silenciamento gênico eficiente: Nanopartículas conseguem transportar o RNA terapêutico e promover a redução da atividade de genes associados ao processo inflamatório.

  2. Liberação potencializada por luz: Técnicas de fotoativação podem aumentar a liberação do RNA dentro das células, tornando a terapia ainda mais eficiente.

  3. Combinação de tratamentos: Uma única nanopartícula pode transportar simultaneamente diferentes moléculas de RNA e até medicamentos anti-inflamatórios convencionais, ampliando as possibilidades terapêuticas.

Aplicação em Outras Condições

A plataforma está igualmente sendo estudada para outras aplicações além da psoríase. Assim, entre elas estão o tratamento do vitiligo, área em que os pesquisadores já possuem patente relacionada à tecnologia, e a cicatrização de feridas crônicas, um desafio recorrente na prática médica.

Além disso, estudos pré-clínicos apresentaram resultados promissores no controle do crescimento de células tumorais. O potencial da tecnologia já despertou o interesse da indústria farmacêutica para futuras aplicações terapêuticas.

Referência: Portal Medicina S/A.


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