Avanço Contra Câncer de Próstata Reduz Mortes em 20%; Veja!
Um importante avanço contra câncer de próstata foi apresentado durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) de 2026. Em síntese, a nova abordagem terapêutica, voltada para pacientes com doença de alto risco, trouxe resultados promissores.
Os dados de um estudo clínico de fase 3 demonstraram que a estratégia avaliada foi capaz de reduzir em 20% o risco combinado de metástase ou morte ao longo de um ano de acompanhamento.
Novo Avanço Contra Câncer de Próstata

O estudo, sobretudo, propôs uma mudança no manejo do câncer de próstata localizado e de alto risco. Isso ao testar a combinação de uma terapia medicamentosa com o tratamento cirúrgico tradicional. Ao invés de atuar apenas no pós-operatório, o protocolo avaliou o uso de um agente terapêutico associado à terapia de privação androgênica (ADT) antes e após a cirurgia.
O ensaio clínico, então, incluiu 2.109 pacientes de 18 países, entre eles o Brasil. Aplicou o esquema por seis meses no período pré-operatório e seis meses no pós-operatório. A abordagem foi comparada ao padrão atual baseado principalmente em cirurgia e radioterapia.
Os resultados eventualmente mostraram impacto clínico significativo. Obteve redução de 29% no risco de recorrência tumoral e queda de 32% na ocorrência de metástases à distância. Além disso, a sobrevida livre de metástases em cinco anos atingiu 78,2%.
“[...] A erradicação da doença na peça cirúrgica, foi de quase dez vezes mais com redução no risco de metástase de 20%, dando ganhos reais de eficácia.”
– Fernando Maluf, oncologista clínico.
Recuperação dos Níveis de Testosterona
Entre os resultados adicionais observados, destacou-se igualmente a recuperação dos níveis de testosterona em tempo considerado adequado, ocorrendo em média após 8,1 meses. Este é um dado relevante dentro do contexto de preservação funcional e qualidade de vida dos pacientes.
Em relação à segurança do tratamento, contudo, o evento adverso mais frequente foi o surgimento de erupções cutâneas no grupo que recebeu o medicamento.
Ainda assim, o estudo apontou um sinal de atenção importante. A incidência de eventos adversos graves ou potencialmente fatais foi mais elevada no grupo submetido à nova estratégia. Atingiu, assim, 39,6%, em comparação a 31% no grupo que recebeu apenas terapia hormonal.
Referência: Portal Veja Abril.
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