Câncer de Pâncreas em Mulheres: A 7º Maior Taxa de Mortalidade
Novos dados de pesquisa são divulgados e evidenciam a realidade do câncer de pâncreas em mulheres. Confira!
O câncer de pâncreas, à primeira vista, ocupa a 11ª posição entre os tipos de câncer mais comuns em mulheres no mundo, com cerca de 241 mil novos casos diagnosticados a cada ano. Devido ao diagnóstico, que costuma ocorrer em estágios avançados, essa doença figura como a 7ª principal causa de mortalidade entre mulheres, com aproximadamente 219 mil mortes anuais.
De antemão, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) divulgou esses dados a partir da base Globocan 2022. Ela foi mantida pela Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (IARC/OMS).
A Realidade do Câncer de Pâncreas em Mulheres

No Brasil, por analogia, o câncer de pâncreas é a 9ª neoplasia mais incidente entre as mulheres. Além disso, há uma estimativa de 5.690 novos casos em 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O aumento da expectativa de vida contribui diretamente para a elevação desses índices.
A princípio, quase 70% dos casos de tumores pancreáticos malignos surgem após os 65 anos. Quando incluímos a faixa etária entre 55 e 64 anos, então, esse número sobe para 90% de toda a incidência, conforme dados do National Cancer Institute (NCI), dos Estados Unidos.
Em síntese, o câncer de pâncreas se manifesta com sintomas inespecíficos, bem como fadiga, perda de peso, dor abdominal, icterícia, náuseas e dores nas costas. Ainda não existe um exame de rastreamento eficaz para detectar a doença precocemente. Isso, portanto, reforça a importância de atenção aos principais fatores de risco: tabagismo, obesidade e histórico familiar.
Formas de Tratamento
O tratamento do câncer de pâncreas, por sua vez, exige uma avaliação criteriosa. Ela considera, assim, o estágio da doença, a localização do tumor, a saúde geral do paciente e outros fatores biológicos.
“A cirurgia costuma ser o tratamento mais eficaz. Existem dois tipos de abordagens possíveis para o pâncreas. A cirurgia potencialmente curativa, realizada em estágios iniciais, indicada em cerca de 20% dos casos. E a cirurgia paliativa, realizada quando a doença está disseminada, com o objetivo de aliviar os sintomas e prevenir complicações”, aponta Rodrigo Nascimento Pinheiro.
Além da cirurgia, outros tratamentos não cirúrgicos, bem como quimioterapia e radioterapia, podem ser indicados de forma personalizada para aumentar a sobrevida dos pacientes.
Referência: Portal Medicina S/A.
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