Novo Diabetes Tipo 5: O Que os Pesquisadores Descobriram?
Descubra mais informações sobre o novo Diabetes tipo 5, nova forma da doença que traz riscos principalmente à jovens e adolescentes
Em abril de 2025, pesquisadores da Federação Internacional de Diabetes (IDF) anunciaram o reconhecimento oficial do diabetes tipo 5. Em síntese, essa nova classificação está ligada diretamente à desnutrição e afeta, principalmente, adolescentes e jovens em fase de crescimento.
Essa condição aparece com maior frequência em países de baixa e média renda, sobretudo em regiões da Ásia e da África. Segundo estimativas, entre 20 e 25 milhões de pessoas já convivem com a condição. No entanto, o número real pode ser ainda maior, já que há um forte subdiagnóstico em muitas localidades.
Como a Ciência Explica o Novo Diabetes Tipo 5?
À primeira vista, o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. Nesse sentido, o sistema imunológico ataca as próprias células do corpo, comprometendo a produção de insulina. Já o diabetes tipo 2 está mais associado ao estilo de vida sedentário, à obesidade e à má alimentação.
De acordo com as pesquisas recentes, o diabetes tipo 5 apresenta características diferentes. Ele afeta jovens e pessoas magras, o que muitas vezes leva à confusão com o diagnóstico do tipo 1.
Contudo, há uma diferença importante: o tratamento com injeções de insulina não funciona da mesma forma. Pelo contrário, a aplicação pode reduzir demais os níveis de glicose no sangue, trazendo riscos adicionais à saúde.
O Que Faz Desse Tipo ser Único?
Em 2022, um estudo confirmou que o novo diabetes tipo 5 é realmente diferente dos demais tipos já conhecidos. As pesquisas só ganharam força a partir de 2010, quando surgiu um centro dedicado exclusivamente ao estudo dessa condição. Foi então que a equipe de pesquisadores, liderada por Hawkins, identificou um “profundo defeito” na secreção de insulina em pacientes com a doença.
Antes dessa descoberta, a maioria dos médicos acreditava que o diabetes relacionado à desnutrição ocorria devido à resistência à insulina. A revelação, porém, mudou essa visão. Logo, abriu-se um novo caminho para desenvolver tratamentos mais eficazes, já que a ciência passou a compreender o problema de forma diferente.
“Situações de desnutrição ainda na vida intrauterina também podem contribuir para esse quadro de alteração na formação e funcionalidade de órgãos e sistemas“, explica Bianca Pititto, professora da Unifesp.
Caminho para Tratamentos
De acordo com Hawkins, o avanço das pesquisas e o reconhecimento oficial da nomenclatura fortalecem a busca por tratamentos. A condição debilita gravemente os pacientes e, em muitos casos, pode ser fatal. Parte dos indivíduos diagnosticados não sobrevive além de um ano após o diagnóstico.
Após a identificação, esse tipo de diabetes passou por diversos estudos, que confirmaram sua alta incidência em países subdesenvolvidos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a doença como uma forma distinta em 1985. No entanto, em 1999, a organização retirou esse status devido à falta de pesquisas de acompanhamento, deixando a condição sem reconhecimento oficial por algum tempo.
Referência: Portal UOL.
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