Nova Vacina Terapêutica contra Câncer do Colo do Útero? Veja!
Uma pesquisa brasileira abre possibilidades para uma vacina terapêutica contra câncer do colo do útero. Descubra mais!
Pesquisadoras brasileiras, à primeira vista, estão abrindo um novo caminho na luta contra o câncer do colo do útero. Uma equipe da ImunoTera Soluções Terapêuticas, startup paulista incubada no Eretz.bio, o hub de inovação do Hospital Israelita Albert Einstein, desenvolveu uma tecnologia promissora que pode transformar o tratamento dessa doença tão desafiadora.
A novidade é uma vacina terapêutica — diferente das vacinas tradicionais, que têm caráter preventivo. Assim, essa inovação, chamada igualmente de Terah-7, é baseada em uma proteína recombinante capaz de estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células infectadas pelo HPV, principal causador do câncer do colo do útero.
Vacina Terapêutica contra Câncer do Colo do Útero: Como Funciona?

A princípio, a descoberta da molécula que deu origem à vacina Terah-7 teve início durante o doutorado de Moraes Aps e em projetos de pós-doutorado de suas sócias no Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP). Eventualmente, a equipe trabalhou continuamente em aperfeiçoamentos, resultando em uma versão otimizada, mais eficiente e segura para testes clínicos.
Em testes in vitro com células humanas e animais, bem como in vivo em modelos experimentais, as pesquisadoras observaram que a molécula consegue regredir tumores associados ao HPV, além de prevenir recidivas e metástases. Esses resultados, então, indicam grande potencial para um tratamento direcionado e eficaz contra o câncer do colo do útero.
Além dos experimentos laboratoriais, a vacina também foi avaliada em estudos com pacientes no Hospital das Clínicas e no ICB-USP. A proteína recombinante ativa o sistema imunológico das pacientes com neoplasias no colo uterino e promove a regressão das lesões em grande parte das mulheres tratadas, reforçando a promessa terapêutica da Terah-7.
Planos Futuros
O desenvolvimento de um produto biológico como a vacina Terah-7, da ImunoTera, envolve um percurso bastante complexo, que vai muito além dos testes clínicos. É necessário cumprir rigorosos requisitos regulatórios, além de superar desafios tecnológicos relacionados à produção, estabilidade e segurança da molécula em larga escala.
Ao final desse processo, as pesquisadoras têm como objetivo licenciar e transferir a tecnologia, idealmente para uma indústria farmacêutica multinacional. Dessa forma, poderia produzir e disponibilizar a molécula em larga escala para comercialização, ampliando o acesso a essa inovação terapêutica contra o câncer do colo do útero.
“Hoje nossa expectativa é finalizar os estudos não clínicos de toxicidade até 2027 para iniciarmos os estudos clínicos a fim de confirma a segurança e a eficácia da vacina terapêutica em pacientes com neoplasias no colo uterino”, pontua Moraes.
Referência: Portal Veja.
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