Quais os Tipos de Calcificação e o que Indicam?
Os tipos de calcificação, a princípio, são achados relativamente comuns em exames de imagem e podem carregar diferentes significados clínicos, variando desde processos naturais do envelhecimento até sinais de doenças que exigem acompanhamento médico.
A SPX Imagem, Referência em Medicina Diagnóstica e cuidado integrado à saúde, explica a seguir quais são os principais tipos de calcificação, o que eles indicam no organismo e como é o diagnóstico e tratamento para cada situação.
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O Que é Calcificação e Qual a Importância do Cálcio no Corpo?
A calcificação, em suma, ocorre quando há depósito de sais de cálcio em tecidos do corpo onde normalmente eles não deveriam se acumular ou quando esse acúmulo acontece de forma excessiva. Embora o termo muitas vezes gere preocupação, nem toda calcificação representa um problema grave.
O cálcio, sobretudo, é um mineral fundamental para o organismo. Ele participa da formação e manutenção dos ossos e dentes, da contração muscular, da coagulação do sangue e do funcionamento adequado do sistema nervoso. Quando bem distribuído e regulado, é indispensável para a saúde.
No entanto, alterações no metabolismo do cálcio, inflamações crônicas, envelhecimento, doenças metabólicas ou vasculares podem favorecer o depósito inadequado de cálcio, levando às calcificações observadas em exames de imagem.
E Quando Falta Cálcio no Organismo?
A deficiência de cálcio, conhecida igualmente como hipocalcemia, pode impactar diretamente diversas funções do corpo. Quando o organismo não recebe ou não absorve cálcio suficiente, passa a retirar o mineral dos ossos para manter funções vitais, enfraquecendo, assim, a estrutura óssea ao longo do tempo.
Esse desequilíbrio pode eventualmente causar dores ósseas, fraqueza muscular, cãibras frequentes, alterações na saúde dental e aumento do risco de fraturas. Em casos mais avançados, contudo, também pode afetar o ritmo cardíaco e a condução nervosa.
Além disso, a falta de cálcio costuma estar associada a outros distúrbios, bem como deficiência de vitamina D, alterações hormonais e doenças renais. Isso exige investigação clínica e laboratorial adequada.
Quais São os Principais Tipos de Calcificação?
A princípio, pode-se classificar as calcificações de acordo com sua origem, localização e mecanismo de formação. Logo, conhecer os principais tipos ajuda a entender melhor o significado de cada achado.
Calcificação Distrófica: Ocorre em tecidos previamente lesionados ou inflamados, mesmo com níveis normais de cálcio no sangue. É comum em áreas de cicatrização, inflamações crônicas ou necrose tecidual.
Calcificação Metastática: Relaciona-se ao aumento dos níveis de cálcio no sangue, geralmente associado a doenças metabólicas, renais ou hormonais, levando ao depósito em tecidos saudáveis.
Calcificação Fisiológica: Faz parte do processo natural do envelhecimento e geralmente não representa doença, como ocorre em algumas estruturas cartilaginosas, por exemplo.
Calcificação Patológica: Associa-se a doenças específicas e pode então indicar necessidade de acompanhamento ou tratamento, dependendo do órgão acometido.
Especificação para Cada Região do Corpo
As calcificações, da mesma forma, podem surgir em diversas regiões do organismo, cada uma com significados e abordagens distintas. Saiba mais:
1 – Calcificações na Mama
As calcificações nas mamas são frequentemente identificadas na Mamografia. Podem ser benignas, relacionadas a alterações hormonais ou envelhecimento, ou suspeitas, quando apresentam padrões específicos que exigem investigação complementar para descartar câncer de mama.
A análise do formato, distribuição e tamanho dessas calcificações é fundamental para definir a conduta médica adequada.
2 – Calcificações Vasculares
As calcificações nos vasos sanguíneos estão associadas ao endurecimento das artérias, aumentando o risco cardiovascular. São comuns em pacientes com hipertensão, diabetes, dislipidemia e histórico de doenças cardíacas.
Esse tipo de calcificação, sobretudo, pode comprometer o fluxo sanguíneo e elevar o risco de infarto e AVC.
3 – Calcificações no Fígado e Rins
No fígado, costumam estar relacionadas a processos inflamatórios antigos ou infecções prévias. Já nos rins, por sua vez, as calcificações podem indicar cálculos renais, alterações metabólicas ou doenças crônicas, exigindo avaliação clínica detalhada.
Diagnóstico das Calcificações e da Falta de Cálcio
Acima de tudo, o diagnóstico das calcificações envolve uma combinação de exames de imagem e análises clínicas, permitindo, eventualmente, identificar tanto a presença quanto a causa do problema.
Exames como Raio-X, Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, por exemplo, são fundamentais para localizar e caracterizar as calcificações. Cada método é indicado conforme a região do corpo avaliada.
Para investigar a deficiência de cálcio, exames laboratoriais são essenciais, incluindo dosagem de cálcio sérico, vitamina D, paratormônio e função renal. Por vezes, a Densitometria Óssea (DO) é indicada para avaliar a saúde dos ossos e o risco de osteoporose.
Quais Médicos Rspecialistas estão Envolvidos?
O acompanhamento das calcificações, enfim, pode envolver diferentes especialidades médicas. Isso conforme a origem, a localização e o impacto clínico do achado. Assim, destacam-se:
Clínico Geral: Costuma ser o primeiro especialista a avaliar o paciente. Ele analisa sintomas, histórico de saúde, solicita exames iniciais e direciona para especialistas quando necessário, atuando como coordenador do cuidado.
Ginecologista: Tem papel central nos casos de calcificações mamárias. A partir da análise dos exames de imagem, avalia se o achado é benigno ou se exige investigação complementar, acompanhamento periódico ou encaminhamento para outras especialidades.
Cardiologista ou Médico Vascular: Atua quando as calcificações acometem artérias e vasos sanguíneos. Eles avaliam o risco cardiovascular, indicam exames complementares e orientam medidas para reduzir a progressão do endurecimento arterial e prevenir eventos como infarto e AVC.
Endocrinologista: Fundamental nos distúrbios do metabolismo do cálcio, vitamina D e hormônios relacionados. Atua tanto na deficiência quanto no excesso de cálcio, tratando a causa do desequilíbrio e auxiliando na prevenção de novas calcificações.
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Como resultado, entender os tipos de calcificação é essencial para interpretar corretamente exames, prevenir complicações e adotar estratégias de cuidado. Nem toda calcificação indica doença, porém, todas merecem atenção e avaliação médica.
Na Santana de Parnaíba, disponibilizamos consultas com mais de 15 especialidades médicas além da realização de exames de imagem e laboratoriais. Nas demais unidades em Taubaté, Joinville e Belo Horizonte, fornecemos apenas exames de imagem.
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