Entenda Por Que a Gordura no Fígado Preocupa os Médicos
A gordura no fígado preocupa cada vez mais os especialistas, principalmente diante do avanço da esteato-hepatite não alcoólica. À primeira vista, essa condição, caracterizada pelo acúmulo de gordura associado à inflamação do fígado, vem crescendo de forma silenciosa.
O desafio é que, na maioria dos casos, os sinais passam despercebidos ou são confundidos com desconfortos comuns do dia a dia. Sintomas são atribuídos ao estresse ou à alimentação, quando, em suma, podem indicar que o fígado requer atenção médica.
Gordura no Fígado Preocupa o Cenário Médico
A esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), em síntese, representa a forma mais agressiva da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Assim, ela surge quando o acúmulo de gordura no fígado desencadeia um processo contínuo de inflamação, comprometendo progressivamente o tecido hepático.
Com o avanço da inflamação, o fígado passa a sofrer danos persistentes e algumas células começam a morre. Eventualmente, o organismo tenta reparar essas lesões, porém substitui gradualmente as células hepáticas saudáveis por tecido conjuntivo mais rígido, processo chamado de fibrogênese.
À medida que essa substituição se intensifica, então, a estrutura do fígado se altera de forma significativa. O órgão perde elasticidade, adquire um aspecto nodular, diminui de tamanho e passa a ter suas funções prejudicadas, por exemplo.
Dificuldade de Diagnóstico
O grande desafio da EHNA, portanto, está no fato de que a doença costuma evoluir de forma silenciosa, quando ainda não provoca sintomas evidentes. Alterações nos exames laboratoriais, por exemplo, geralmente aparecem apenas em exames de rotina, o que dificulta a identificação precoce.
Nesse sentido, exames como a Ultrassonografia e, em casos específicos, a biópsia hepática permitem avaliar o tamanho, a estrutura e a rigidez do fígado. Isso ajuda a identificar sinais iniciais de fibrose, caracterizada pela formação de cicatrizes no tecido hepático.
Dessa forma, se costuma diagnosticar a EHNA em estágios mais avançados, quando os danos ao fígado já são significativos. Logo, a detecção precoce torna-se essencial, principalmente para pessoas com fatores de risco.
Conscientização sobre Estilo de Vida
A EHNA afeta principalmente pessoas com sobrepeso, sendo que aproximadamente 70% a 80% dos pacientes apresentam obesidade. Além disso, comorbidades como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial aparecem com frequência.
As causas da EHNA, então, costumam estar associadas à combinação de vários fatores. Em outras palavras, entre os principais estão uma alimentação desequilibrada, a falta de atividade física regular e a predisposição genética.
Esse estilo de vida favorece o surgimento da resistência à insulina, condição em que as células passam a responder de forma inadequada a esse hormônio essencial para o metabolismo. Enfim, o organismo tende a armazenar gordura de forma excessiva.
Referência: Portal G1.
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