O Apoio da Inteligência Artificial no Combate à Pandemias
A inteligência artificial no combate à pandemias, antes de tudo, vem ganhando protagonismo em um cenário global marcado por crises sanitárias complexas e altamente dinâmicas. Sobretudo, a IA amplia a vigilância epidemiológica, antecipa surtos e apoia decisões estratégicas.
No Brasil, essa abordagem já se materializa em iniciativas colaborativas de alto impacto. Um dos destaques é a pesquisa do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), que atua de forma integrada com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Rockefeller
Como é o Suporte da Inteligência Artificial no Combate à Pandemias?

O estudo, em veiculação no Journal of Medical Internet Research, evidencia o uso de soluções digitais baseadas em múltiplas fontes de dados em saúde. Assim, os pesquisadores propõem um sistema de vigilância de última geração capaz de indicar, de forma precoce, o risco de surtos com potencial pandêmico.
O projeto integra informações da atenção primária, dados de vendas de medicamentos e, além disso, conteúdos divulgados em notícias e redes sociais. A partir desse cruzamento, então, o modelo identifica regiões onde os casos de determinadas doenças começam a crescer.
Logo, ao reconhecer sinais de uma infecção emergente, o sistema aciona rapidamente as autoridades de saúde. Essa agilidade eventualmente favorece respostas mais rápidas e fortalece as medidas de controle e enfrentamento.
“Nas áreas potencialmente afetadas, uma coleta intensiva e rápida de amostras e análises avançadas de sequenciamento genômico de alto rendimento forneceriam informações sobre patógenos circulantes conhecidos ou novos”,
explicam os autores do documento.
Desenvolvimento de Novas Plataformas
Da mesma forma, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, desenvolvem o projeto AutoAI-Pandemics. A iniciativa recebe financiamento de um programa internacional voltado à criação de uma rede global de controle de epidemias e pandemias no Hemisfério Sul.
Segundo a própria plataforma, o foco está em soluções como a análise epidemiológica automatizada e a identificação de patógenos. Esses avanços podem acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos e fortalecer a resposta a emergências sanitárias.
Por último, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) conduz uma experiência inovadora. O projeto utiliza imagens de fachadas de edifícios captadas por drones e analisadas por IA para mapear áreas com maior risco de disseminação da dengue.
Referência: Portal Veja Saúde.
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